Crítica: Stranger Things, Netflix

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Acredito, que assim como eu, boa parte dos viciados em séries passou o final de semana fazendo uma “maratona” de Stranger Things, nova produção da Netflix. Queridinha do momento por diferentes motivos, a nostálgica série surpreendeu muita gente.

Já havia lido muito sobre a série – seus elogios e críticas – então quando comecei a assistir, confesso que minha expectativa estava bem alta. E não me desapontei. Com claras referências ao filme E.T. e ao diretor Steven Spielberg, durante os oito episódios tive a sensação de ter voltado a ser criança e estar assistindo a “Sessão da Tarde”.

Ambientada na década de 80, toda a fotografia e estética pertinentes à época são muito presentes: figurino, automóveis, cenário, objetos, história (a Guerra Fria é um tema central da trama) e trilha sonora. Aliás, se existe algo que me empolgou na série foi a trilha sonora, que está maravilhosa! Ponto pro Netflix, que me deixou com desejo de rever vários filmes da época, cheia de nostalgia!

Outro destaque é o elenco infantil; já havia lido várias críticas positivas sobre o desempenho de Millie Bobby Brown, que faz o papel de Eleven, mas fiquei apaixonada pelo ator Gaten Matarazzo (Dustin)! A dinâmica entre os amigos, o relacionamento deles com o professor e a tensão que causa a chegada de Eleven ao grupo é muito interessante e agradável de acompanhar. A série constrói tramas paralelas que agradam a todas as idades. Jogos de RPG e universos fictícios como os de Star Wars e as obras de J. R. R. Tolkien moldam a imaginação do elenco infantil, mas também há espaço para amor juvenil, casamentos desfeitos e traumas com filhos. Tudo isso se conecta de forma muito sutil e embasada pela trama central, o que foi muito inteligente por parte dos roteiristas e produtores.

Mas, nem tudo é perfeito. A atuação de Winona Ryder deixa a desejar, muitas vezes tive a sensação de estar assistindo à Patricia Heaton interpretando Frances Heck, do seriado de comédia The Middle (até o corte de cabelo está igual!). Outro ponto negativo é a trama sobrenatural; se encararmos a série como algo propriamente da década de 80 tudo bem, mas alguns pontos poderiam ter sido mais explorados e explicados. Porém, não é algo que desqualifique ou tire o brilho da série.

Concluindo, Stranger Things é algo diferente do que vemos atualmente, e para mim, foi uma grata e nostálgica surpresa. A série prende o telespectador ao longo de toda a temporada, e termina concluindo bem suas questões, deixando as pontas certas em aberto para a próxima temporada – já confirmada. Aos fãs como eu, só resta aguardar 2017.

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