Resenha: Alucinadamente Feliz, Jenny Lawson

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Quando comprei o livro Alucinadamente Feliz em uma livraria, confesso que o fiz atraída pela capa e título. Já sabia que se tratava de um livro de não ficção, e este ponto pesou bastante ao decidir iniciar a leitura, pois só tenho lido ficção ultimamente.

Esperava algo bem diferente do que li; não posso dizer que não gostei do livro – muito pelo contrário, várias passagens me arrancaram gargalhadas. Mas, achei que iria ler algo com início/meio/fim e que tivesse como gancho a morte do amigo da escritora, citada na sinopse, e encontrei algo bem diferente.

O livro reúne um apanhado de histórias e postagens da autora, a maioria sobre sua forma de lidar com seus transtornos mentais (ansiedade, depressão, toc, etc) e também sobre sua vida pessoal e experiências de um modo geral. As postagens não se relacionam entre si, e os problemas psicológicos citados anteriormente são o único pano de fundo em comum entre elas.

A escrita de Jenny Lawson é rápida e divertida, e de fato você tem a sensação de que ela está conversando diretamente com você e lhe contando “casos” de sua vida no decorrer da leitura. Ela aborda temas importantes como o preconceito com as pessoas que tem distúrbios psicológicos e os desafios enfrentados por elas com muito bom humor, e de uma forma nada convencional, fazendo jus ao subtítulo da capa que diz ser “um livro engraçado sobre coisas horríveis”.

No que diz respeito a minha opinião como leitora, preciso fazer algumas ressalvas: o livro é engraçado, bem escrito, aborda temas importantes, mas torna-se cansativo em determinado ponto. Durante a leitura, encontrei algumas histórias tão absurdas que me peguei questionando a veracidade delas, ou se a autora estava exagerando em alguns pontos para deixá-las mais divertidas. Também achei o livro longo para o que se propõe, e esta sensação se deve à falta de uma estrutura linear na obra, pois como não há um gancho que conecte um capítulo ao outro, não desperta no leitor aquela curiosidade em terminar a leitura (o que de fato aconteceu, demorei mais de uma semana para finalizar a mesma).

Não entendam mal, o livro é bom, deve ser lido, mas se você está querendo algo com uma certa cronologia deve procurar outro título. Este é um livro para ser lido aos poucos, sem muito “compromisso” e tempo, talvez simultaneamente com outra leitura; desta maneira será algo bastante divertido e em muitos momentos questionador.

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