Resenha do livro: Eu e Você no fim do Mundo

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O livro “Eu e você no fim do mundo” da escritora americana Siobhan Vivian (responsável por diversos romances como a série “Olho por olho”, escrita em parceria com Jenny Han, de “Para todos os garotos que já amei”), me chamou atenção no momento em que vi o post da Intrínseca.
O enredo conta a história de Keeley, uma menina muito bem humorada e impulsiva, cuja cidade – Aberdeen – deve ser evacuada devido a uma iminente inundação. Diante do fim de suas vidas como são e de seus lares, a protagonista e seus amigos veem no acontecimento a oportunidade de aproveitar ao máximo o tempo que ainda tem juntos; e Keeley de declarar finalmente sua paixão pelo veterano Jesse Ford.
Mesmo conhecendo e gostando da escrita de Siobhan, o livro me surpreendeu; a temática de “fim do mundo” onde os personagens reagem das mais diversas e extremas formas possíveis sempre me agrada. Todo o contexto envolvendo a personagem principal é bem desenvolvido e resolvido, desde o campo familiar, até suas amizades e conflitos pessoais.
Se houve algum ponto que possa ser ressaltado como negativo, para mim seria o final. Não o desfecho em si,mas a forma como ele foi “acelerado” perante o desenrolar do livro como um todo. Minha percepção foi de que seriam necessários três capítulos extras para o fechamento, de maneira que ele se equiparasse com o restante do enredo. Faltaram algumas lacunas a serem preenchidas e melhor explicadas. Mas isto realmente não interfere na qualidade do livro como um todo.
O livro está classificado como “young adult” (aliás demorei certo tempo para encontra-lo na Saraiva, que juntou a seção aos livros infantis – revejam isto por favor!), mas considerei uma leitura extremamente madura. Indico!
Ps (com mini spoiler): durante a leitura fui nutrindo uma raiva absurda pelas “amigas” de Keeley, Morgan e Elise, algo que se confirmou ao final do livro. Apesar de seus erros e sua infantilidade, Keeley também é muito magoada e até mesmo humilhada pelo restante do “trio”. Mesmo assim, a protagonista tenta pedir perdão e recebe inúmeras grosserias em resposta. Terminei o livro com uma raiva colossal de Morgan, que escreveu aquela carta ridícula para mais uma vez magoar a dita “amiga”

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