Resenha: A casa das marés, Jojo Moyes

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Jojo Moyes é aquela leitura que não tem erro, se você está com medo de arriscar e com necessidade de ler uma obra de qualidade, ela é escolha certa; a história sempre é bem escrita e o enredo bem pensado e sem furos. Mas, sou suspeita para falar, afinal ela é umas das minhas cinco escritoras favoritas e nem é por causa de seu livro de maior sucesso, Como eu era antes de você.

Comprei A casa das marés (Editora Intrínseca) sem ler a sinopse, em alguma promoção junto com vários outros livros, tamanha era minha certeza de que eu gostaria da leitura. O que eu não sabia é que eu iria gostar TANTO, e que ele por pouco não roubaria de O Som do Amor o lugar de “livro preferido da Jojo Moyes” na minha vida!

Aliás, faz sentido que eu tenha me apaixonado por ambos os livros; os dois tem como âncora do enredo uma “casa”, de forma que a história pode estender-se por dias, meses e até décadas, mas a presença do local é uma constante. E é  onde os  acontecimentos principais do romance se realizam, e onde as personagens se apresentam e amadurecem. E as similaridades não param por aí: ambas as obras tem como pano de fundo a temática – o que fazer quando a vida não obedece “nossos planos” e não sai como o planejado. Nos dois casos, lemos histórias muito reais de amadurecimento e superação.

Em A casa das marés a linha temporal começa na década de 50, e dá um salto para 50 anos depois. Durante este período acompanhamos a evolução da Casa Arcádia – localizada na orla de uma pacata cidade do interior americano – e das amizades, amores e traições que envolverão seus personagens dentro e fora dela. Primeiramente, me chamou muita atenção o fato de apesar de termos alguns personagens com atitudes péssimas e caráter duvidoso, nenhum deles pode ser classificado como um vilão, um “ser do mal”, pura e simplesmente. A escritora depositou tanta carga emocional e humana para a história, que em vários momentos me vi questionando se “aquela atitude tenebrosa” não seria compreensível diante das circunstancias e do arco da personagem. Não se trata de um conto de fadas ou um romance de fantasia, é uma história muito real que poderia e pode ter acontecido na vida de muitas pessoas. Se eu pudesse resumir, diria que é um romance de desencontros e as reviravoltas da própria vida.

Outro fator que me chamou muita atenção é que ao longo de suas 376 páginas não houve um diálogo vazio, uma página de “embromação”, nada. Jojo Moyes utilizou-se de uma franqueza tão surpreendente ao contar a história de Lottie, Celia e da Casa Arcádia que todas as palavras ditas ali são relevantes e pertinentes, não há espaços para firulas literárias, o foco é a vida daquelas personagens, que nos está sendo contada.

Não quero falar muito mais, porque indico – aliás quero – que vocês leiam. Este livro mexeu bastante comigo e acredito que irá fazer o mesmo com quem se propor a lê-lo. E para as arquitetas (os), deixo uma passagem que na minha opinião resume lindamente a “dor e a delícia” da profissão. Boa leitura!

“Essa era sempre a parte mais difícil de um projeto. A visão que você tinha se esmerado para construir, para a qual havia perdido noites de sono, trabalhado com poeira no cabelo e as unhas cobertas de tinta finalmente ficava pronta, colorida com dores e estofada com exaustão. Então, quando tudo estava perfeito, você abandonava o lugar.”

Sinopse: A casa das Marés, Jojo Moyes – Ed. Intrínseca:

Uma história que atravessa décadas e gerações para mostrar que nunca é tarde demais para nos descobrir e correr atrás dos nossos sonhos.

Na década de 1950, Merham não passava de uma cidadezinha litorânea como tantas outras: pacata, tradicional e obcecada pelas aparências. Os homens cuidavam do comércio, as mulheres cuidavam dos filhos e todos tomavam conta da vida dos outros. Até que um boêmio grupo de artistas estrangeiros se muda para a Casa Arcádia, uma bela construção art déco à beira-mar. Ao contrário dos demais habitantes, que logo veem os artistas com maus olhos, temerosos de que possam destruir a boa reputação da cidade, Lottie Swift e Celia Holden não conseguem esconder o interesse pelos novos residentes.

Cinquenta anos mais tarde, quando o passado já parece enterrado e esquecido, a Casa Arcádia é vendida para um empresário que pretende transformá-la em um refúgio de luxo planejado pela arquiteta Daisy Parsons, que chega a Merham para reconstruir não só a casa, mas sua própria vida. Porém, assim como antes, o prenúncio de mudança revolta os moradores, dispostos a tudo para inviabilizar o projeto.

Repleto de encontros emocionantes e segredos revelados, A casa das marés é uma leitura deliciosa e romântica que explora as dinâmicas familiares, antigos amores e traições.

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