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The Handmaids Tale e as novidades da autora, Margaret Atwood

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Conforme divulgado em diferentes portais de notícias, a escritora canadense Margaret Atwood confirmou em sua conta no Twitter que está trabalhando na continuação do livro “O Conto da Aia”, obra que deu origem à premiada série da plataforma Hulu, The Handmaid’s Tale.

“The Testaments” será o nome da continuação da distopia, cujo lançamento está previsto para setembro de 2019, sem data confirmada para o Brasil. Diferente do livro lançado em 1985 e que possui uma única narradora – Offred – a obra será narrada por três protagonistas diferentes e acontecerá 15 anos após a cena final da 1a temporada da adaptação televisiva, onde Offred é levada dentro de um furgão para um destino desconhecido. Desta forma a obra dará um salto  de mais de uma década na linha temporal atual da série em exibição, que já tem sua terceira temporada confirmada e com estreia prevista para abril do ano que vem.

Aliás, pouco foi divulgado sobre a nova temporada, mas os nomes de Ann Dowd e Bradley Whitford estão confirmados. Ou seja, Tia Lydia está viva e estará mais rígida do que nunca, de acordo com uma declaração do produtor da série, Bruce Miller. Também conheceremos melhor o “Comandante Lawrence” (Whitford), a cabeça por trás da criação de Gilead –  que ainda na 2a temporada, mostra como sua criação o afetou, levando-o a atitudes perigosas.

Somente após o lançamento de ambos – livro e nova temporada – é que poderemos entender as implicações que uma continuação literária, lançada mais de 30 anos depois, poderá trazer ao universo da série. Aguardemos.

Resenha: O ódio que você semeia, Angie Thomas – Editora Galera

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Eu li este livro já faz um tempo, mas precisei absorver todo o conteúdo que ele me trouxe para poder falar sobre ele; e mesmo assim acredito que não farei jus à obra. O Ódio que você semeia, escrito pela americana Angie Thomas é um dos livros que mais me ensinaram sobre racismo desde o clássico O Sol é para Todos, de Harper Lee. Porém, a escrita de Angie Thomas é atual, clara e direta, o que torna a mensagem transmitida no livro ainda mais forte.

A obra conta a história de Starr, “uma adolescente negra de dezesseis anos que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens, ela está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar.”

Pessoalmente, foi muito importante e enriquecedor ler uma história contada por uma protagonista que possui um lugar de fala tão diferente do meu e dos livros os quais estou habituada a ler. A trama se passa nos Estados Unidos, mas poderia muito bem ter acontecido em alguma comunidade carioca ou na periferia paulista, aliás poderia acontecer em QUALQUER lugar. Acredito que meu “encantamento” com a obra não esteja só, já que o livro chegou ao 1º lugar na lista do New York Times na semana de seu lançamento e ganhou uma adaptação para os cinemas, cuja estreia é dia 6 de dezembro – e as críticas não poderiam ser melhores. A adaptação traz nomes conhecidos no elenco: Amandla Stenberg (Jogos Vorazes, Tudo e todas as coisas, Mentes Sombrias), KJ Apa (Riverdale), Common, Russel Hornsby, dentre outros. Infelizmente, um fato triste: a roteirista do filme, Audrey Wells, faleceu vítima de câncer um dia antes da estreia norte-americana; ela tinha 58 anos.

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Muitos pais me perguntam um bom livro para seus filhos adolescentes lerem; além de Harry Potter, que sempre indico, gostaria de acrescentar especialmente este como uma opção mais que obrigatória. Aliás acredito que O Ódio que você semeia é o tipo de livro que deve ser lido por todos, de todas as idades e em todos os momentos. E que as temáticas propostas no livro sejam discutidas em demasia, principalmente neste período de tamanha intolerância pelo qual estamos atravessando. Foi um excelente leitura e estou muito ansiosa para o filme. Indico!

 

 

 

Livro x Filme: Um Pequeno Favor – Darcey Bell

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Normalmente, tenho receio de adaptações literárias – por mais “na moda” que elas estejam. Na maioria, os resultados não são equivalentes e ou o filme, ou o livro, acaba deixando a desejar. Caso ocorram mudanças de enredo e final, considero maior o risco, e isto é exatamente o que acontece com Um Pequeno Favor, filme dirigido por Paul Feig, adaptado da obra da escritora americana Darcey Bell.

O filme não possui um elenco extenso, entretanto conhecido com Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding e Rupert Friend nos papéis principais. A divulgação da produção chegou a ser maçante, com teasers divulgados diariamente nas redes sociais das atrizes durante as semanas que antecederam a estreia; Lively chegou inclusive a deletar todas as fotos de seu Instagram para promover o filme. Leiam abaixo a sinopse:

“Quando Emily pede a Stephanie que busque seu filho, Nicky, na escola, ela alegremente concorda; afinal, são melhores amigas. Emily, no entanto, desaparece sem deixar rastros, e Stephanie logo percebe que algo está terrivelmente errado. Aterrorizada, ela recorre aos leitores do seu blog e oferece apoio emocional ao marido de Emily. No entanto, ela não consegue ignorar a estranha sensação de que ele não está sendo honesto sobre o desaparecimento. Neste thriller repleto de traições e reviravoltas, segredos e revelações, amor e lealdade, a grande questão é: quem está enganando quem?”. Fonte: Google Books

_ALERTA SPOILERS_

Bom, a premissa se mantem a mesma em ambos os casos: livro e filme. Eu fiz o caminho tradicional, livro depois cinema. Finalizei a leitura exatamente no mesmo dia em que fui assistir ao filme, o que foi muito positivo para que pudesse analisar as diferenças e… não gostar tanto do livro e menos ainda do filme.

Primeiramente vamos ao livro: a dinâmica é boa, porém algumas coisas me irritaram bastante ao longo da leitura. Houve um excesso de “posts do Blog da Stephanie”, que quase sempre nada tinham a acrescentar à trama e me vi pulando-os. Algo que enfraqueceu muito o enredo foi o uso – do já batido – artifício da “gêmea oculta”; desde o momento em que o corpo de Emily é achado eu imaginei mil soluções para o quebra-cabeças formado por Bell e, quando a solução veio a tona, confesso que me decepcionei terrivelmente. Para dificultar ainda mais minha empatia, achei a personagem Stephanie insuportável, sonsa e burra… Ao final da leitura eu já estava dando razão à Emily por querer sacanear a “amiga” – mesmo que o final do livro com Emily saindo vitoriosa não tenha me agradado nem um pouco.

Perceberam que eu disse do livro, certo? Exatamente, mudaram o final da história no filme e não posso dizer que o resultado foi mais satisfatório e muito menos que foi a única alteração feita na trama.

No filme Anna Kendrick interpretou Stephanie de uma maneira mais inocente do que sonsa. E o tom do filme foi muito mais “irônico”, com pitadas de humor, do que um suspense propriamente dito. E sim, como eu disse, houveram mudanças substanciais com relação ao enredo: a tragédia envolvendo as gêmeas no passado, a tatuagem das duas e real motivo delas, a existência de uma terceira gêmea que foi engolida dentro do ventre da mãe (a inserção mais desnecessária de todas!), o quadro na casa de Emily (cuja imagem fazia muito mais sentido no livro do que no filme), o nome e profissão das protagonistas, o local de “segurança” das gêmeas e dependendo da sua interpretação – até mesmo a morte de uma delas, a inserção de personagens novos na trama (a artista de Nova York e a suposta amante de Sean) e o mais importante – o final.

No filme Emily se dá bem mal no final (na cena mais tragicômica do filme) e Stephanie tem atitudes finamente inteligentes. Acredito que não ia ficar bem para a produção entregar um final onde alguém que dá um golpe milionário em um seguro de vida se safa, mas sinceramente, nenhuma das duas opções me agradou. O ÚNICO ponto positivo foi a transmissão ao vivo para o Vlog de Stephanie na sequencia de confronto final, no também único momento em que ela foi mais esperta que a vilã.

Enfim, se eu pudesse classificar diria que o filme foi “inspirado” no livro, e não uma adaptação. E sendo honesta: nenhuma das duas opções e agradou – nem mesmo as interpretações de Blake Lively e Anna Kendrick – por mais que eu seja fã do trabalho das duas atrizes. Uma pena, mais um caso de muita divulgação e pouco conteúdo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Link para compra do livro:

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Lançamentos Netflix: “You”

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Foi divulgado que a netflix adquiriu os direitos do thriller psicológico “You”, ou em português “Você”. A série de cinco episódios é originalmente produzida pelo canal americano Lifetime, que já se antecipou e a renovou para uma 2a temporada antes mesmo da sua estréia.

A história – uma adaptação da obra literária de mesmo nome escrita por Caroline Kepnes, e traduzida para o português – fala sobre amor e obsessão nos dias atuais, com o crescimento das redes sociais e tudo que isto fomenta.

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Leiam a Sinopse:

“Bestseller do The New York Times. Hipnótico, assustador, brilhante são alguns dos adjetivos usados para descrever este thriller sobre um amor obsessivo e suas perigosas consequências. A trama tem início quando Guinevere Beck, que deseja ser escritora, entra na livraria do East Village onde Joe Goldberg trabalha. Bonita, inteligente e sexy, Beck ainda não sabe, mas é a mulher perfeita para Joe, que, a partir do nome impresso no cartão de crédito de sua cliente, passa a vasculhar sua vida na internet e a orquestrar uma série de eventos para garantir que ela caia em seus braços, fazendo com que tudo pareça obra do acaso. À medida que o romance entre os dois engrena, porém, o leitor descobre que Beck também guarda certos segredos e os desdobramentos desse relacionamento mutuamente obsessivo podem ser mortais.”   Fonte: Saraiva

O elenco da adaptação televisiva está recheado de nomes bastante conhecidos pelos amantes de séries, como Penn Badgley de Gossip Girl, Elizabeth Lail de Once Upon a Time e Shay Mitchell de Pretty Little Liars. A estreia no canal Lifetime foi dia 9 de setembro; já a Netflix ainda não confirmou uma data, mas ao que tudo indica a produção entrará ainda na programação de 2018. Vejam a seguir o trailer oficial:

Lançamento Netflix: The Haunting of Hill House

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Estréia hoje na Netflix a 1a temporada de The Haunting of Hill House ou, em português, A maldição de Hill House. A série de terror é baseada no livro homonimo de 1959, escrito pela já falecida autora americana Shirley Jackson – cujo nome em português é conhecido por A Assombração da Casa da Colina, e é considerada uma das maiores obras de terror de todos os tempos.

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A série, criada e dirigida por Mike Flanagan, terá 10 episódios e contará a história de irmãos que cresceram em Hill House, o lugar que tornaria-se o mais assombrado e temido dos EUA. Já adultos, eles precisam retornar à casa para resolver algumas pendências do passado. Já a triha sonora ficará a cargo dos The Newton brothers, responsáveis por sucessos como Vingadores e Jogo Perigoso, também da Netflix.

O livro já foi adaptado para as telas outras vezes, sendo a mais recente em 1999, com o título de A Casa Amaldiçoada, com Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones, Lily taylor e Owen Wilson no elenco.

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A adaptação da Netflix traz no elenco Michiel Huisman (Game of Thrones), Henry Thomas , Carla Gugino, e Elizabeth Reaser (The Good Wife).  Abaixo o trailer oficial, e vou assistir e depois conto para vocês o que achei! Bom feriado!

Game Of Thrones e o polêmico S07E06 (SPOILERS)

Ontem, assistimos ao penúltimo episódio da sétima temporada de Game Of Thrones, TVshow baseado na série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, do escritor americano George R. R. Martin. A produção do canal HBO é uma das séries de maior sucesso e repercussão das últimas décadas, quebrando recordes de orçamento, produção, audiência e colecionando milhares de fãs de diferentes “tribos” e idades em todo o mundo.

 

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Game of Thrones destacou-se desde o início por seguir à risca o que foi escrito pelo autor, independente se os acontecimentos agradariam o público ou não. Particularmente, eu entendi que estava assistindo a algo diferente quando, na 1ª temporada, vi Ned Stark (no momento um dos personagens mais queridos e centrais da trama) ser decapitado. Aliás, me lembro bem em pensar: “ele não vai morrer, nunca iriam matar um personagem desta importância” e bom… ele foi o primeiro de uma extensa e dolorosa lista – desafio alguém que não tenha enchido os olhinhos durante a morte de Hodor. Então, somados à uma história muito bem escrita e a uma grandiosa produção, GOT sempre contou com o elemento surpresa, o que foi essencial pro crescimento da série, atraindo fãs que a amam e também amam odiá-la em algum momento.

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Atualmente, a história contada na série encontra-se mais avançada do que nos livros, já que o último volume publicado corresponde ao final da 5ª temporada, e não existe uma previsão confirmada de quando o escritor entregará o próximo. Sendo assim, o enredo a partir da 6ª temporada é escrito pelos roteiristas da série, com alguma supervisão de George R. R. Martin. É importante ter isto em mente ao longo deste texto.

Seis anos se passaram e chegamos ao episódio de ontem, que foi um enorme divisor de águas entre os fãs da saga. No mundo todo, telespectadores estão divididos por sentimentos de amor e ódio pelos últimos acontecimentos, e “pipocaram” textos em forúns, lives, facebook, twitter e blogs (inclusive neste). E independente se você é do time “amei” ou “odiei” uma coisa é certa: o que assistimos ontem está muito distante do que nos foi apresentado nas primeiras temporadas.

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Não sei se seria correto dizer que odiei o episódio, mas estou bastante frustrada com os rumos que a série está tomando. Li bastante conteúdo na internet, desde de sites especializados à blogs de fãs, vi algumas lives (Monet, Omelete e Galileu, sendo o último o meu favorito), assisti novamente o episódio e então cheguei à algumas conclusões do “porque” do mal-estar causado. E aqui estão elas:

  • Sétima Temporada x Tempo:

Acho que este é o ponto que rendeu o maior número de reclamações: a temporalidade em Westeros. O que antes demorava duas temporadas para acontecer, na sétima acontece no mesmo episódio. E ontem isso foi muito intensificado: vimos Gendry ir e voltar do encontro com os White Walkers para a Muralha mais rápido que o Usain Bolt, Daenerys chegar com os dragões até além da muralha em questão de minutos e Jon retornar para a muralha machucado sobre um cavalo que correu mais do que se estivesse no Grande Prêmio.

E não é a primeira vez que coisas deste tipo acontecem na temporada: os navios de Euron Greyjoy transitavam por Westeros como se fossem foguetes. Não, não estou pedindo por legendas tipo “dias depois”, mas acho que a velocidade dos acontecimentos está atrapalhando o desenvolvimento dos mesmos na trama. Sabemos o orçamento que GOT demanda da HBO, e o desejo do canal em entregar episódios grandiosos, cheios de efeitos,batalhas e cenas especiais, e por isto, a decisão por uma temporada mais curta. Mas, talvez, os dois episódios reduzidos dos habituais dez por temporada tenham afetado diretamente o desenvolvimento e a qualidade da história.

  • Daenerys X Jon Snow: romance e luto pelo dragão.

É mais simples do que parece. Uma Rainha que se autodenomina “mãe dos dragões” não pode ter aquela reação pobre de ontem ao ver o assassinato de um de seus filhotes e ponto. E muito menos estar mais preocupada com o retorno do possível, provável e futuro “mozão” do que triste por perder um de seus dragões. Mas, como quero ser justa, vamos considerar alguns fatos: a temporalidade da série pode mais uma vez ter atrapalhado, já que os acontecimentos não se desenvolveram; Daenerys já passou por muitas coisas incluindo estupros, ser vendida e assistir ao assassinato do próprio irmão, então seu emocional é mais que “endurecido”; e o principal deles: Emilia Clarke é péssima atriz (sinto muito, mas é).

Outra questão é que por mais que um romance entre Jon e Dany agrade este nunca foi o foco da série. O mais perto de romance que já vimos em GOT foram as relações de Tyrion com uma prostituta (me desculpem, não lembro o nome), Robb Stark e Talisa (não preciso lembrar como terminou) e Jaime e Cersei (um caso básico de incesto entre gêmeos). Um romance fofinho não combina com GOT, que possui um universo de guerras, casamentos arranjados, estupros, mortes bizarras, algo como o “Montanha” e etc – simplesmente não se encaixa no contexto. Os dois sentirem uma atração um pelo outro e sucumbirem a isto ok, mas aquela ceninha melosa com aperto de mão não cabe no contexto. E mais uma coisa para esclarecer: não aguento mais ler que caso os dois fiquem de fato juntos seria incesto assim como Jaime e Cersei; não é. Daenerys é irmã de Rhaegar, possível pai de Jon, e um relacionamento entre tia e sobrinho por mais estranho e nada convencional que seja não é igual a um relacionamento entre irmãos.

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  • O plot de Sansa e Arya:

O episódio de ontem transitou basicamente por três núcleos: Pedra do Dragão – Além da Muralha – Winterfell, sendo grande a interação entre os dois primeiros, o que deixou Winterfell flutuando entre conflitos políticos e guerra. A questão entre as irmãs Aria e Sansa é importante e tem tudo para revelar a desprezível personalidade de Mindinho (e até mesmo resultar em sua morte, por que não?!), mas ficou tão picotada e inserida entre outras cenas de maior impacto, que perdeu força. Parecia um “respiro” na tensão do que estava acontecendo além da Muralha. Era melhor que o episódio de ontem tivesse sido focado somente na batalha, deixando o plot das irmãs para o próximo. Em tempo: observem como mais uma vez a pressa em entregar os acontecimentos está afetando a qualidade da trama.

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  • GOT e o fanservice:

Quando terminou o episódio de ontem, fiquei incomodada com o fato de uma batalha daquela magnitude ter causado somente as mortes de Thoros e Benjen, o que não é nada parecido com o que assistimos em outras temporadas em GOT. Morreu o dragão, claro, e isto foi impressionante, o que realça ainda mais o pequeno número de mortes de humanos. Adoro Thormund, ele é um dos poucos alívios cômicos da série, mas ontem uma morte cabia ao ciclo dele, pois estava lutando contra seus primeiros inimigos, no seu território, etc, e não aconteceu. E como estou focando no episódio passado, não vou me estender a outros exemplos, como Jaime caindo em um lago com armadura de ferro – e sobrevivendo.

Eu assisti a exatamente ao que eu queria e aí está outro ponto que não se encaixa em GOT. Cadê o efeito surpresa de outros tempos? Nesta temporada, os produtores estão entregando exatamente o que os fãs gostariam de assistir. Não que isto seja ruim, mas se a série for finalizada com base nos desejos dos fãs, será um final muito indigno para tudo que George R R Martin construiu. Os roteiristas precisam correr atrás de um equilíbrio urgentemente, senão corremos o risco de ter um fechamento muito simplório diante de uma história que construiu um enredo bastante complexo e de qualidade.

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Como o foco foi no episódio passado, e não sou expert em Game of Thrones, não quis me estender a outras falhas que vem aparecendo, como: o papel de Tyrion até agora na temporada, a ausência de Missandei nos últimos episódios, os resgate do dragão morto com aquele “mar” de correntes (mas ok, eles tinham um urso polar, metros e mais metros de correntes não é tão impensável assim), por que Daenerys foi com os três dragões e na outra batalha usou somente Drogon, dentre outros… E se o final se encaminhar focado em uma guerra entre mortos e vivos, é isso mesmo a que deve se resumir Game of Thrones, depois de todas as tramas políticas e temporadas passadas? Será?

Só consigo concluir que os roteiristas tem um desafio enorme pela frente pois, agradar ao público, entregar um conteúdo de qualidade e honrar o que já foi escrito por George R R Martin não será uma tarefa fácil.

Vamos aguardar. E torcer por um final de temporada melhor do que o episódio que assistimos ontem.

 

Adaptações de obras de Agatha Christie

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Depois do sucesso em 2015 da adaptação para as telas de E Não Sobrou Nenhum (cujo título original é o incorreto e polêmico “O caso dos 10 negrinhos”), obra de enorme sucesso da inglesa Agatha Christie, a BBC anunciou a produção de mais 07 especiais baseados em obras da escritora.
O conto “Testemunha de Acusação” também será adaptado, em um especial com duas partes.

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Caso você não conheça – e deveria – Agatha Christie é uma das escritoras de maior sucesso da história, contabilizando cerca de 4 bilhões de livros vendidos e traduções em inúmeros idiomas, além de peças de teatro produzidas. A inglesa só perde para Shakespeare e a Bíblia em números. Faleceu em 1976, após publicar cerca de 80 romances, entrar para o Guinness Book e ser condecorada pela Rainha da Inglaterra.

Em tempo: Não consegui achar a adaptação de 2015 para assistir, se alguém souber, por favor me fale! 🙏🏻 (não vale apple tv !)

Fonte: hypeness.com.br

Resenha: Sete minutos depois da meia-noite

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“Homens são monstros complicados”

Estava querendo uma leitura rápida e leve, e acabei pegando “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, do autor americano Patrick Ness, da prateleira. A leitura foi rápida, mas longe de ser leve.
A obra conta a história de Conor, um garoto de 13 anos cuja mãe está enfrentando um rigoroso tratamento contra o câncer. Na escola, seus amigos ignoram sua presença, com exceção de um grupo que diariamente faz bullying com ele. Todas as noites, Conor tem o mesmo pesadelo; até que em uma delas, à 00:07, ele recebe a visita de um monstro que lhe faz uma proposta: contar ao menino três histórias e depois disto, escutar apenas uma de Conor, a sua verdade.

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Apesar de muito bem escrito e de conter elementos de fantasia, o livro é triste do começo ao fim, daqueles que levam às lágrimas em vários momentos. A narrativa desenvolve-se perfeitamente, e muitos dos diálogos e personagens exigem reflexão. Não se engane pelo tamanho do livro, pois ele traz bastante conteúdo.

Terminada a leitura, fui pesquisar sobre o autor e descobri algo tocante: a ideia para “Sete minutos” foi dada a ele por Siobhan Dowd, escritora inglesa que lutava contra o câncer e faleceu em 2007 com apenas 47 anos. Temendo não conseguir finalizar a obra devida sua condição, Siobhan entrega a temática central da história para seu amigo Patrick, que a executa com louvor. É importante falar que todos os direitos autorais do livro vão para a Fundação Siobhan Dowd.
A história foi adaptada para o cinema e está no catálogo da Netflix. Com Sigourney Weaver e Felicity Jones no elenco, além de belas imagens, consegue ser ainda mais emocionante que o livro. É um daqueles raros casos em que o filme se equipara em qualidade ao livro. Leiam, assistam ou ambos; trata-se de uma história essencial sobre amor, culpa e luto.
Ps. Em minha opinião, apesar do que diz a indicação, não é um filme para crianças. E prepare o lencinho.

 

Big Little Lies ganha nova temporada!

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Esta semana, o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, confirmou o início da elaboração e produção de uma segunda temporada de Big Little Lies, produção de sucesso do canal, baseada na obra de Liane Moriarty.
O executivo informou que foi feita a solicitação de uma continuação da história para a escritora, que aceitou o desafio e já está trabalhando nela.
Apesar das atrizes como Nicole Kidman por exemplo, manifestarem o desejo de continuarem na produção, o diretor responsável pela 1a temporada, Jean-Marc Vallée, já manifestou que não participará do novo projeto.
Lembrando, a série conta com grandes nomes em seu elenco como Reese Witherspoon, Shailene Woodley e Laura Dern, e conta a história de três mães com vidas aparentemente ordinárias que acabam envolvidas em um assassinato.
Vale ressaltar que a produção está indicada ao Emmy deste ano, em diversas categorias, entre elas a de melhor minissérie.
Pessoalmente tenho um pouco de medo da escritora sucumbir à pressão comercial e entregar uma continuação que não se equipare com a primeira temporada em termos de qualidade (o que seria péssimo) – aquela velha história: não saber a hora de parar. Mas tendo a acreditar no nome da HBO e que o canal não entregaria um material para o público que não fosse bom. Vamos aguardar…
Fonte: site Omelete www.omelete.com.br