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Livro x Filme: Um Pequeno Favor – Darcey Bell

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Normalmente, tenho receio de adaptações literárias – por mais “na moda” que elas estejam. Na maioria, os resultados não são equivalentes e ou o filme, ou o livro, acaba deixando a desejar. Caso ocorram mudanças de enredo e final, considero maior o risco, e isto é exatamente o que acontece com Um Pequeno Favor, filme dirigido por Paul Feig, adaptado da obra da escritora americana Darcey Bell.

O filme não possui um elenco extenso, entretanto conhecido com Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding e Rupert Friend nos papéis principais. A divulgação da produção chegou a ser maçante, com teasers divulgados diariamente nas redes sociais das atrizes durante as semanas que antecederam a estreia; Lively chegou inclusive a deletar todas as fotos de seu Instagram para promover o filme. Leiam abaixo a sinopse:

“Quando Emily pede a Stephanie que busque seu filho, Nicky, na escola, ela alegremente concorda; afinal, são melhores amigas. Emily, no entanto, desaparece sem deixar rastros, e Stephanie logo percebe que algo está terrivelmente errado. Aterrorizada, ela recorre aos leitores do seu blog e oferece apoio emocional ao marido de Emily. No entanto, ela não consegue ignorar a estranha sensação de que ele não está sendo honesto sobre o desaparecimento. Neste thriller repleto de traições e reviravoltas, segredos e revelações, amor e lealdade, a grande questão é: quem está enganando quem?”. Fonte: Google Books

_ALERTA SPOILERS_

Bom, a premissa se mantem a mesma em ambos os casos: livro e filme. Eu fiz o caminho tradicional, livro depois cinema. Finalizei a leitura exatamente no mesmo dia em que fui assistir ao filme, o que foi muito positivo para que pudesse analisar as diferenças e… não gostar tanto do livro e menos ainda do filme.

Primeiramente vamos ao livro: a dinâmica é boa, porém algumas coisas me irritaram bastante ao longo da leitura. Houve um excesso de “posts do Blog da Stephanie”, que quase sempre nada tinham a acrescentar à trama e me vi pulando-os. Algo que enfraqueceu muito o enredo foi o uso – do já batido – artifício da “gêmea oculta”; desde o momento em que o corpo de Emily é achado eu imaginei mil soluções para o quebra-cabeças formado por Bell e, quando a solução veio a tona, confesso que me decepcionei terrivelmente. Para dificultar ainda mais minha empatia, achei a personagem Stephanie insuportável, sonsa e burra… Ao final da leitura eu já estava dando razão à Emily por querer sacanear a “amiga” – mesmo que o final do livro com Emily saindo vitoriosa não tenha me agradado nem um pouco.

Perceberam que eu disse do livro, certo? Exatamente, mudaram o final da história no filme e não posso dizer que o resultado foi mais satisfatório e muito menos que foi a única alteração feita na trama.

No filme Anna Kendrick interpretou Stephanie de uma maneira mais inocente do que sonsa. E o tom do filme foi muito mais “irônico”, com pitadas de humor, do que um suspense propriamente dito. E sim, como eu disse, houveram mudanças substanciais com relação ao enredo: a tragédia envolvendo as gêmeas no passado, a tatuagem das duas e real motivo delas, a existência de uma terceira gêmea que foi engolida dentro do ventre da mãe (a inserção mais desnecessária de todas!), o quadro na casa de Emily (cuja imagem fazia muito mais sentido no livro do que no filme), o nome e profissão das protagonistas, o local de “segurança” das gêmeas e dependendo da sua interpretação – até mesmo a morte de uma delas, a inserção de personagens novos na trama (a artista de Nova York e a suposta amante de Sean) e o mais importante – o final.

No filme Emily se dá bem mal no final (na cena mais tragicômica do filme) e Stephanie tem atitudes finamente inteligentes. Acredito que não ia ficar bem para a produção entregar um final onde alguém que dá um golpe milionário em um seguro de vida se safa, mas sinceramente, nenhuma das duas opções me agradou. O ÚNICO ponto positivo foi a transmissão ao vivo para o Vlog de Stephanie na sequencia de confronto final, no também único momento em que ela foi mais esperta que a vilã.

Enfim, se eu pudesse classificar diria que o filme foi “inspirado” no livro, e não uma adaptação. E sendo honesta: nenhuma das duas opções e agradou – nem mesmo as interpretações de Blake Lively e Anna Kendrick – por mais que eu seja fã do trabalho das duas atrizes. Uma pena, mais um caso de muita divulgação e pouco conteúdo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Link para compra do livro:

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Resenha: Sete minutos depois da meia-noite

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“Homens são monstros complicados”

Estava querendo uma leitura rápida e leve, e acabei pegando “Sete Minutos Depois da Meia-Noite”, do autor americano Patrick Ness, da prateleira. A leitura foi rápida, mas longe de ser leve.
A obra conta a história de Conor, um garoto de 13 anos cuja mãe está enfrentando um rigoroso tratamento contra o câncer. Na escola, seus amigos ignoram sua presença, com exceção de um grupo que diariamente faz bullying com ele. Todas as noites, Conor tem o mesmo pesadelo; até que em uma delas, à 00:07, ele recebe a visita de um monstro que lhe faz uma proposta: contar ao menino três histórias e depois disto, escutar apenas uma de Conor, a sua verdade.

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Apesar de muito bem escrito e de conter elementos de fantasia, o livro é triste do começo ao fim, daqueles que levam às lágrimas em vários momentos. A narrativa desenvolve-se perfeitamente, e muitos dos diálogos e personagens exigem reflexão. Não se engane pelo tamanho do livro, pois ele traz bastante conteúdo.

Terminada a leitura, fui pesquisar sobre o autor e descobri algo tocante: a ideia para “Sete minutos” foi dada a ele por Siobhan Dowd, escritora inglesa que lutava contra o câncer e faleceu em 2007 com apenas 47 anos. Temendo não conseguir finalizar a obra devida sua condição, Siobhan entrega a temática central da história para seu amigo Patrick, que a executa com louvor. É importante falar que todos os direitos autorais do livro vão para a Fundação Siobhan Dowd.
A história foi adaptada para o cinema e está no catálogo da Netflix. Com Sigourney Weaver e Felicity Jones no elenco, além de belas imagens, consegue ser ainda mais emocionante que o livro. É um daqueles raros casos em que o filme se equipara em qualidade ao livro. Leiam, assistam ou ambos; trata-se de uma história essencial sobre amor, culpa e luto.
Ps. Em minha opinião, apesar do que diz a indicação, não é um filme para crianças. E prepare o lencinho.

 

Adaptação para os cinemas de “Para todos os garotos que já amei”

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PARA TUDO MINHA GENTE!

A Intrínseca confirmou ontem que a trilogia de livros “Para todos os garotos que já amei”, da escritora Jenny Han vai virar filme, com direito a elenco já escalado!

A atriz @lanacondor interpretará Lara Jean, enquanto @janelparrish (Mona maravilhosa musa master de PLL) será Margot e @theannacathcart , Kitty. Já @ncentineo (que substituiu Jake T Austin no papel de Jesus em The Fosters) dará vida ao muso Peter K!

O filme ainda não tem data de estreia confirmada, mas as filmagens já começaram no Canada!

Vamos aguardar e comemorar!

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Novidades sobre o segundo filme da franquia “Animais fantásticos e onde habitam”

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Recentemente o portal Buzzfeed publicou um post com algumas curiosidades à respeito da franquia Animais Fantásticos e Onde Habitam, também escrita por J. K. Rowling.
Ao todo serão 5 filmes e as filmagens do 2o volume já começaram; fato comemorado pelo site Pottermore, que divulgou novas informações sobre a franquia. Então o Buzzfeed teve a grande sacada de resumir e reunir tudo em tópicos no post já citado, para a felicidade de fãs, como eu! E aqui estão eles:
. A história vai acontecer no período entre os anos 1926-1945, ou seja, 19 anos irão se passar entre o primeiro e o último filmes.

. Essa eu já tinha contado para vocês: Jude Law já está escalado para viver o jovem Dumbledore.

. No próximo filme, veremos uma aliança entre Dumbledore e Newt Scamander, com o objetivo de derrotar Grindelwald e seus aliados.
. O retorno de alguns personagens do primeiro filme – como Tinha, por ex – ocorrerá.
. Uma participação do ator Erza Miller no segundo filme também está confirmada.
. A personagem de Zoe Kravitz, Leta Lestrange, terá um papel maior na história.
. O segundo filme terá como cenário as cidades de Nova York, Londres e Paris.
. E como não poderia deixar de ser, serão várias as relações com a saga Harry Potter.
O segundo filme já tem data de estreia prevista: 16 de novembro de 2018. Ainda falta bastante tempo e espero que até lá, saiam novos livros também! Vamos aguardar! 🤓⚡️
Fontes: Buzzfeed e Pottermore

 

Deathnote: nova produção da Netflix.

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Vocês já devem ter visto circulando o trailer de Death Note, o novo longa produzido pela Netflix.

Dirigido por Adam Wingard e estrelado por Nat Wolff (Cidades de Papel), o filme é uma adaptação do mangá de Takeshi Obata, cujo enredo tem como personagem principal o jovem Light Turner. Light tem uma vida bastante ordinária até o dia em que encontra o caderno sobrenatural – Death Note – que permite matar qualquer pessoa ao escrever seu nome em suas páginas.

Turner decide usar o poder do caderno para o “bem”, matando criminosos. Suas “interferências” chamam atenção e ele começa a ser perseguido por um enigmático detetive policial.
O filme – cujo orçamento chegou próximo aos 50 milhões de dólares – tem data de estreia confirmada na Netflix: 25 de agosto de 2017. Vamos conferir!

 

 

Crítica do filme: O Círculo, Dave Eggers

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Mesmo não gostando de ver adaptações literárias para o cinema antes de ler o livro, devido à falta de tempo, fui assistir “O Círculo” sem ter feito a leitura. Com elenco conhecido – Emma Watson, Tom Hanks, John Boyega – e direção de James Ponsoldt, a adaptação da história de Dave Eggers traz como tema principal a discussão entre público x privado na era das redes sociais. A obra conta a história de Mae, uma jovem que consegue a oportunidade de trabalhar no “Círculo”, empresa do Vale do Silício, aos moldes de Google/Facebook, mas que reuniu tds as redes em uma só, unificando todo o sistema. A plataforma obtém o controle de toda e qualquer informação dos seus usuários.
Fui assistir ao filme empolgada, pois o tema é interessante e sou fã da Emma Watson. Mas infelizmente, tive umas das maiores decepções no que diz respeito ao cinema. Sério, o filme é horrível! Atuações sofríveis de quase todos os atores, enredo pobre e previsível, diálogos tenebrosos, e ares de “1984” teen. Qdo a história finalmente tem um turnover, sinalizando uma melhora, o filme simplesmente acaba. Saindo da sala de cinema, vi os olhares constrangidos das pessoas embasbacadas em perder 2hrs de suas vidas assistindo “aquilo”. Mas ainda não havia desistido do livro.
Li mais de 20 resenhas, e qse todas tinham em comum a seguinte frase: “o livro não é bom, a narrativa é arrastada, mas a discussão proposta é importante”. Gente, que a discussão é importante ninguém duvida, Black Mirror (Netflix) ta aí esfregando isto na nossa cara. Então, ler um livro de mais de 500 pgs somente pela temática proposta estava me incomodando, até que encontrei a crítica feita por Camila von Holdefer (www.camilavonholdefer.com.br)e sou muito grata a ela por sua sinceridade e competência. Sem rodeios, Camila dissecou a obra de Eggers, julgando-a ser o rascunho de algo maior, que duvida da inteligência do leitor e conta com cenas de sexo (que o filme não abordou) constrangedoras. Diante de seus argumentos nítidos e concisos, decidi não fazer a leitura.
Pode ser que em algum momento eu mude de opinião, mas por ora, assistir a um dos piores filmes que já vi foi o suficiente sobre O Círculo por um bom tempo. Vamos em frente!

A Cabana, o filme:

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Estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 06, o filme A Cabana, adaptação da obra literária escrita por William P. Young, que se tornou um best seller mundial.
Com nomes conhecidos no elenco como Sam Worthington (Avatar), Octavia Spencer (vencedora do Oscar por Histórias Cruzadas) e a brasileira Alice Braga, o filme conta a história de Mack, um pai atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado. Porém, eu uma cabana nas montanhas há sinais de que ela teria sido violentada e assassinada no local. Anos depois, ele recebe um misterioso chamado para voltar a esse local, onde ele receberá uma enorme lição de vida.
Confesso que tenho o livro mas nunca li. Tá na famosa “pilha de livros para ler” e sempre algum outro furava a fila ou me interessava mais. Desta vez vou fazer algo que não gosto e evito: assistir primeiro ao filme. Quem sabe a adaptação desperte em mim finalmente o desejo de realizar esta leitura? Em breve conto para vocês, aguardem.

 

Estreia do filme Cinquenta Tons mais Escuros

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Falta apenas dez dias para o lançamento da adaptação cinematográfica de “Cinquenta tons mais escuros”, o segundo livro da trilogia “Cinquenta tons de cinza” da escritora E. L. James. Com Jaime Dornan no papel de Christian Gray e Dakota Johnson como Anastasia, o filme tem o grande desafio de apagar as más impressões deixadas pelo seu antecessor – lançado em 2015, e que chegou a ser o grande ganhador do prêmio “Framboesa de Ouro”, que elege os piores desempenhos do ano.

O livro também causou muita polêmica e atraiu críticas positivas e negativas, fosse pela qualidade da escrita da autora, o, a abordagem do tema sadomasoquismo de forma “romântica” ou a altíssima tiragem de toda a trilogia (que teve seus volumes diversas semanas nas listas dos mais vendidos em todo o mundo).

Gostando ou não, o fato é que Cinquenta Tons de Cinza ao misturar romance e erotismo atraiu olhares curiosos de mulheres e homens de diversas idades – permitidas é claro, já que se trata de um conteúdo adulto – e abriu espaço para um gênero que já foi marginalizado e há algum tempo andava esquecido no fundo das prateleiras das livrarias. Tornou-se tema de conversa e discussão em diversos veículos de comunicação e “rodas de conversa”.

Particularmente, estou ansiosa pela estreia – apesar de não ter gostado nem um pouco do primeiro filme – principalmente porque este conta com James Foley, responsável pela série House of Cards – na direção. Vamos aguardar e conferir!

 

Ainda sobre Animais Noturnos: pós filme

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Passado algum tempo da estreia, e após terminar a leitura do livro Tony e Susan – no qual o filme foi baseado – assisti à Animais Noturnos. O longa dirigido pelo genial Tom Ford, conta com Amy Adams, Jake Gyllenhaal e Aaron Taylor Johnson, o último vencedor do Globo de Ouro, no elenco.

Este foi um dos poucos casos em que o filme é tão bom quanto o livro. Enquanto o livro nos deixa mais a par da covardia e agonia de Tony (o personagem agrada mt mais no filme), a adaptação facilita o entendimento dos 3 “tempos” abordados: passado e presente de Susan, e a história que está sendo lida por ela. Algumas modificações de enredo e estrutura foram feitas na adaptação (inclusive com a inserção de alguns fatos), mas nada que incomodasse ou alterasse a estrutura da história que estava sendo contada e sua essência, aliás o roteiro merece todos os créditos positivos possíveis.

Indico ambos, mas já aviso: está longe de ser um momento “light” de lazer, muito pelo contrário, acho que “agonia” é a palavra-chave.
Ps. Já disse o quanto a fotografia e o figurino são fantásticos?! Já disse que o Tom Ford é um gênio?!

 

Obs: Post publicado no instagram @leitoradinamica em jan/2017