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Review: Good Girls – Netflix

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Tem um bom tempo que assisti à esta série e sinceramente nem havia pensado em fazer um post sobre ela, mas diante da “enxurrada” de produções de suspense, drama e terror que estão sendo disponibilizadas, não tem sido raro amigos e seguidores me pedirem indicações de séries “leves”. E Good Girls atende bem à este pedido sem ter uma trama boba ou atuações rasas.

A série, criada por Jenna Bans e exibida inicialmente pela NBC no começo deste ano, conta a história de três mães de classe-média americanas, que diante de complexas dificuldades financeiras decidem assaltar um mercado local, com o objetivo de conseguir apenas a quantia para a solução imediata de seus problemas. Porém, sem saber roubam muito mais que o planejado e acabam se envolvendo com o Chefe do Crime local, em uma trama cheia contratempos e péssimas, mas divertidas, decisões.

O elenco principal é formado por Christina Hendricks (Mad Men), Retta (Parks and Recreation) e Mae Whitman (Parenthood, As vantagens de ser Invisível). Também estão na produção Matthew Lillard, Manny Montana e Reno Wilson.

Apesar de toda a comédia, a série possui sua carga dramática – a personagem de Retta precisa do dinheiro para pagar o tratamento da filha pequena, que sofre com uma grave doença e Whitman luta para trocar a filha transgênero do colégio onde estuda e sofre bullying. As atuações estão excelentes, com todos os envolvidos permeando entre a tênue linha “mocinho/vilão” e os dilemas éticos que lhe pertencem. Destaque para a atuação de C. Hendricks, mais uma vez maravilhosa e com uma construção de personagem sutil porém enorme.

A série é curta, possui só 10 episódios e é fácil de assistir ou maratonar. E se as “pontas soltas” do final tirarem seu sossego, não se preocupe – a criadora já confirmou a segunda temporada, que segundo a mesma, terá um caráter mais “sombrio”. Confiram!

Fonte: Trailers de Filmes – https://www.youtube.com/channel/UCfguZkY6F_AS7Z30waJv6xg

Lançamentos Netflix: “You”

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Foi divulgado que a netflix adquiriu os direitos do thriller psicológico “You”, ou em português “Você”. A série de cinco episódios é originalmente produzida pelo canal americano Lifetime, que já se antecipou e a renovou para uma 2a temporada antes mesmo da sua estréia.

A história – uma adaptação da obra literária de mesmo nome escrita por Caroline Kepnes, e traduzida para o português – fala sobre amor e obsessão nos dias atuais, com o crescimento das redes sociais e tudo que isto fomenta.

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Link para compra:

https://www.saraiva.com.br/voce-10015541.html?pac_id=123134&gclid=EAIaIQobChMIx9n7rof93QIVkguRCh09vwv3EAYYASABEgKSvPD_BwE

Leiam a Sinopse:

“Bestseller do The New York Times. Hipnótico, assustador, brilhante são alguns dos adjetivos usados para descrever este thriller sobre um amor obsessivo e suas perigosas consequências. A trama tem início quando Guinevere Beck, que deseja ser escritora, entra na livraria do East Village onde Joe Goldberg trabalha. Bonita, inteligente e sexy, Beck ainda não sabe, mas é a mulher perfeita para Joe, que, a partir do nome impresso no cartão de crédito de sua cliente, passa a vasculhar sua vida na internet e a orquestrar uma série de eventos para garantir que ela caia em seus braços, fazendo com que tudo pareça obra do acaso. À medida que o romance entre os dois engrena, porém, o leitor descobre que Beck também guarda certos segredos e os desdobramentos desse relacionamento mutuamente obsessivo podem ser mortais.”   Fonte: Saraiva

O elenco da adaptação televisiva está recheado de nomes bastante conhecidos pelos amantes de séries, como Penn Badgley de Gossip Girl, Elizabeth Lail de Once Upon a Time e Shay Mitchell de Pretty Little Liars. A estreia no canal Lifetime foi dia 9 de setembro; já a Netflix ainda não confirmou uma data, mas ao que tudo indica a produção entrará ainda na programação de 2018. Vejam a seguir o trailer oficial:

Review: Elite – 1a temporada, Netflix

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Eu já havia falado no Instagram da @leitoradinamica sobre a nova produção espanhola da Netflix: Elite. Vejam aqui o post: https://www.instagram.com/p/BohV0X1Bve-/

Elite é a segunda produção espanhola original da plataforma depois do sucesso de La Casa de Papel, e conta a história de Três jovens de origem humilde passam a frequentar a mais exclusiva instituição da Espanha, o Colégio Las Encinas.
Mas as diferenças sociais entre os dois mundos ficam evidentes, e os antigos alunos fazem o possível para tornar a vida dos novos estudantes mais difícil.
Então quando um assassinato acontece durante uma festa, e todos se tornam suspeitos, o clima de tensão se agrava e traz à tona o pior lado dos jovens.

Assisti aos 8 episódios da primeira temporada em pouquíssimos dias, e me espantou logo de cara o fato da classificação etária ser 18 anos. Porém logo que começou o primeiro episódio, e as cenas para lá de “calientes” eu entendi o motivo. Elite é algo entre Gossip Girl (Lucrecia é quase uma réplica de Blair Waldorf), Riverdale e Pretty Little Liars, só que mais picante e com uma super camada de crítica social – envolvendo inclusive questões de adaptação de uma família muçulmana aos costumes ocidentais e dificuldades dos jovens com as suas sexualidades.

Pelo que li de algumas críticas as opiniões estão dividas; eu sinceramente gostei bastante da produção, das atuações e do enredo – principalmente seu final super inesperado – e espero que seja renovado para uma 2a temporada, até porque existem plots a serem explorados. Pode parecer uma série “bobinha e teen”, mas de juvenil, só o ambiente mesmo.

Ps. O sucesso da série lá fora foi tanto que a marca de vestuário Pull&Bear lançou alguns itens inspirados na temática da série.

Se você ainda não tem uma opção nova para maratonar, eu indico! Vejam o trailer abaixo:

 

Netflix e os seus acertos nas novas produções “teen”:

As formulas dos filmes voltados para o público “jovem” já estavam mais que batidas e isso não é novidade para ninguém. Percebendo a falha neste nicho, a Netflix sabiamente lançou recentemente algumas produções excelentes, que merecem ser citadas por suas diferenças com a clássica historinha da cheerleader loirinha se apaixona pelo jogador famoso do time e depois de lutarem contra alguma ex namorada vilã, têm sua tão esperada 1a “noite de amor”.

Neste post vou falar de três delas que eu gostei bastante pelos roteiros com pontos principais nada óbvios:

  • Doce Argumento:

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Sinopse: Dois alunos participam do clube de debate. Eles são rivais e sabem muito bem discordar um do outro. O futuro dos estudantes está em jogo por causa de um campeonato e os dois resolvem deixar as diferenças de lado, despertando sentimentos.

Como sempre as sinopses da Netflix não ajudam muito, mas o filme me interessou primeiro porque aborda uma temática que não temos habitualmente no Brasil: os campeonatos de debates. Segundo porque traz duas atrizes que eu particularmente gosto bastante – Christina Hendricks e Uzo Aduba – no papel das mães dos protagonistas. Aliás não posso deixar de comentar a minha alegria em assistir Aduba em um papel diferente da “Crazy Eyes” de “The Orange is the new Black”, atuando como uma mulher inteligente e empoderada; nunca duvidei do talento da atriz mas é sempre bom ver a versatilidade dos profissionais.

O jovem casal protagonista – Sami Gayle e Jacob Latimore – também me agradou. Ambos são talentosos e em tempos de campanhas mais que justas a favor da representatividade em Hollywood, é extremamente positivo assistir a um protagonista/núcleo de etnia negra no centro da trama. A Netflix tem batalhado bastante pela inclusão em seus elencos e produções, e lançou inclusive um vídeo sobre isto:

Somados a estes pontos o roteiro do filme é bem feito e nada óbvio. O casal central não é popular, ambos possuem suas famílias chefiadas pelas mães e figuras paternas ausentes (o que é uma realidade para inúmeros jovens em todo o mundo) – seja por um pai que sumiu ou pela escolha da mãe por uma “produção-independente”; num determinado momento temos uma reviravolta completamente inesperada na história e, em tempos de exacerbação da meritocracia, a mensagem final entregue ao telespectador não poderia ser melhor.

  • Barraca do Beijo:

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Comparado ao anterior, este filme possui um roteiro mais “bobinho”, mas com um aspecto que julguei interessante. Adaptado do livro de Beth Reekles, o enredo conta a história de Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney), melhores amigos desde o nascimento que criam regras para sua amizade – que não podem ser quebradas. Para arrecadar fundos em um evento de escola, os dois criam uma “Barraca do Beijo”, e usam como atrativo a participação do irmão – galã- mais velho de Lee, Noah (Jacob Elordi) – por quem Elle é apaixonada há muito tempo, mas nunca demonstrou já que é algo contra as regras de Lee. Porém, durante o evento, Noah e Elle se aproximam, estremecendo muito a amizade dos dois.

O filme tem alguns aspectos já batidos mas me agradaram dois pontos principais: a amizade entre os protagonistas – homem e mulher – era o conflito principal e em nenhum momento Lee esteve apaixonado por Elle – o que seria muito clichê; o outro ponto é a vida sexual de Elle não ser romantizada, o que é extremamente importante para a mensagem passada para o público alvo da produção. Elle é uma adolescente que tem desejos, sente atração e é desejada, ela não é uma menina indefesa que entrega sua virgindade como prêmio. Isto me deixou bastante satisfeita.

E de bônus nos aspectos positivos, temos Molly Ringwald – eterna garota de Rosa Chocking – no papel de mãe dos meninos.

  • Sierra Burgess é uma loser:

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Agora vamos falar do meu favorito master: Sierra Burgess! Para começar a protagonista é ninguém menos que Shannon Purser – a injustiçada Barb de Stranger Things. A atriz dá vida à Sierra, uma menina fora dos padrões que não se encaixa no colégio que estuda, é filha de um pai escritor-celebridade e uma mãe linda e popular. E apesar de lidar com todas as frustrações que a cercam, Sierra é uma menina feliz, inteligente, auto confiante, e que não se abala pelo bullying que sofre dos colegas.

Não quero falar muito porque vocês precisam assistir então vou citar alguns tópicos – mas poderia citar vários!:

. Noah Centineo no papel de Jamey

. A amizade entre Sierra e Verônica e a forma como em isto é mais importante do que o romance entre Sierra e Jamey.

. A desconstrução da imagem de “perfeição” de Verônica, e a maneira como as frustrações da mãe afeta a vida das filhas.

. O empoderamento feminino e o enaltecimento da auto-estima, presente em tantas passagens, e toda a mensagem positiva passada aos jovens telespectadores

. A cena em que Sierra expõe toda sua vulnerabilidade para o pai.

. As referências literárias ditas em inúmeras cenas.

. Eu já disse Noah Centineo?!

 

Assistam e me contem suas impressões!!! Existem também outras produções ótimas que falarei em posts futuros,  mas se pudesse dar um ponto de partida, seria com esses três filmes. Recomendo!

Fonte vídeos: https://www.youtube.com/user/NewOnNetflix

 

 

Hoje é dia de Emmy!

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Sim, este ano não foi Domingo e sim na Segunda!

Acontece hoje em Los Angeles – USA, a 70a Cerimônia do Emmy Awards, que será transmitida aqui pelo canal de tv à cabo TNT a partir das 20hrs (lembrando que para quem gostar de  ver as celebridades chegando ao local, o Red Carpet começa às 17hrs no canal E!).

E mais imprevisível do que o dia da semana da premiação, estão as apostas para os ganhadores deste ano. Acho que posso dizer que este será um dos Emmys mais concorridos dos últimos anos; o volume de excelentes produções  e canais na disputa é o maior já visto. Não temos como ter certeza de ganhador algum em um cenário onde The Handmaid’s Tale (Hulu), Game of Thrones (HBO), The Americans(FX), This is Us (NBC) e The Crown (Netflix) estão concorrendo na mesma categoria – Melhor Série de Drama – que também conta com Westworld (HBO) e Stranger Things (Netflix).

Normalmente tenho alguns palpites, esse ano só torcidas, rs! (Sterling K. Brown e Alexis Bledel por exemplo…)

E vocês? Me contem suas torcidas e apostas!

Vejam abaixo a lista completa de categorias e concorrentes (lembrando que alguns vencedores já foram anunciados junto com as categorias técnicas , os vencedores estão destacados) :

Melhor Série de Drama

Stranger Things – Game of Thrones – The Crown – The Handmaid’s Tale – This Is Us – Westworld – The Americans

 

Melhor Série de Comédia

Atlanta – Black-ish – Silicon Valley – Unbreakable Kimmy Schmidt – The Marvelous Mrs. Maisel – Curb Your Enthusiasm – GLOW – Barry

 

Melhor Telefilme

Black Mirror: USS Callister – Paterno -The Tale – Fahrenheit 451 – Flint

 

Melhor Minissérie ou Série Limitada

The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story -Godless – Patrick Melrose – The Alienist – Genius: Picasso

 

Melhor Ator em Série de Drama

Matthew Rhys (The Americans) – Sterling K. Brown (This Is Us) – Milo Ventimiglia (This Is Us) – Jeffrey Wright (Westworld) – Jason Bateman (Ozark) – Ed Harris (Westword)

 

Melhor Atriz em Série de Drama

Claire Foy (The Crown) – Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale) – Evan Rachel Wood (Westworld) – Keri Russell (The Americans) – Sandra Oh (Killing Eve) – Tatiana Maslany (Orphan Black)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama

David Harbour (Stranger Things) – Mandy Patinkin (Homeland) – Peter Dinklage (Game of Thrones) – Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones) – Joseph Fiennes (The Handmaid’s Tale) – Matt Smith (The Crown)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama

Ann Dowd (The Handmaid’s Tale) – Alexis Bledel (The Handmaid’s Tale) – Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale) – Millie Bobby Brown (Stranger Things) – Thandie Newton (Westworld) – Lena Headey (Game of Thrones) – Vanessa Kirby (The Crown)

 

Melhor Ator Convidado em Série de Drama

Ron Cephas-Jones (This Is Us) – Gerald McRaney (This Is Us) – Matthew Goode (The Crown) – Cameron Britton (Mindhunter) – Murray Abraham (Homeland) – Jimmi Simpson (Westworld)

 

Melhor Atriz Convidada em Série de Drama

Samira Wiley (The Handmaid’s Tale) – Diana Rigg (Game of Thrones) – Cicely Tyson (How to Get Away with Murder) – Cherry Jones (The Handmaid’s Tale) – Viola Davis (Scandal) – Kelly Jenrette (The Handmaid’s Tale)

 

Melhor Ator em Série de Comédia

Anthony Anderson (Black-ish) – Donald Glover (Atlanta) – William H. Macy (Shameless) – Larry David (Curb Your Enthusiasm) – Bill Hader (Barry) – Ted Danson (The Good Place)

 

Melhor Atriz em Série de Comédia

Pamela Adlon (Better Things) – Alison Janney (Mom) – Lily Tomlin (Grace & Frankie) – Tracee Ellis Ross (Black-ish) – Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel) – Issa Rae (Insecure)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia

Alec Baldwin (Saturday Night Live) – Louie Anderson (Baskets) – Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt) – Brian Tyree Henry (Atlanta) – Henry Winkler (Barry) – Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel) – Kenan Thompson (Saturday Night Live)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia

Kate McKinnon (Saturday Night Live) – Leslie Jones (Saturday Night Live) – Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel) – Megan Mullally (Will and Grace) – Zazie Beetz (Atlanta) – Betty Gilpin (GLOW) – Laurie Metcalf (Roseanne) – Aidy Bryant (Saturday Night Live)

 

Melhor Ator Convidado em Série de Comédia

Donald Glover (Saturday Night Live) – Lin-Manuel Miranda (Curb Your Enthusiasm) – Bill Hader (Saturday Night Live) – Bryan Cranston (Curb Your Enthusiasm) – Sterling K. Brown (Brooklyn Nine-Nine) – Katt Williams (Atlanta)

 

Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia

Jane Lynch (The Marvelous Mrs. Maisel) – Tina Fey (Saturday Night Live) – Tiffany Haddish (Saturday Night Live) – Wanda Sykes (black-ish) – Maya Rudolph (The Good Place) – Molly Shannon (Will & Grace)

 

Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme

Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Antonio Banderas (Genius: Picasso) – Benedict Cumberbatch (Patrick Melrose) – Jeff Daniels (The Looming Tower) – John Legend (Jesus Christ Superstar) – Jesse Plemons (Black Mirror: USS Callister)

 

Melhor Atriz em Série Limitada ou Telefilme

Jessica Biel (The Sinner) – Michelle Dockery (Godless) – Sarah Paulson (American Horror Story: Cult) – Edie Falco (Law & Order True Crime: The Menendez Murders) – Laura Dern (The Tale) – Regina King (Seven Seconds)

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme

Jeff Daniels (Godless) – Brandon Victor Dixon (Jesus Christ Superstar) – Michael Stuhlbarg (The Looming Tower) – Edgar Ramírez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Ricky Martin (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Finn Wittrock (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – John Leguizamo (Waco)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme

Penélope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Judith Light (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) – Merritt Wever (Godless) – Adina Porter (American Horror Story: Cult) – Letitia Wright (Black Mirror: Black Museum) – Sara Bareilles (Jesus Christ Superstar)

 

Melhor Direção em Série de Drama

Stranger Things “The Gate”, Ross e Matt Duffer – Game of Thrones “Beyond the Wall”, Alan Taylor – Game of Thrones “The Dragon and the Wolf”, Jeremy Podeswa – The Crown “Paterfamilias”, Stephen Daldry – The Handmaid’s Tale, “After”, Kari Skogland – Ozark, “The Toll”, Jason Bateman – Ozark “Tonight We Improvise”, Daniel Sackheim

 

Melhor Direção em Série de Comédia

Atlanta “FUBU”, Donald Glover – Silicon Valley “Initial Coin Offering”, Mike Judge – Atlanta “Teddy Perkins”, Hiro Murai – Silicon Valley “Chief Operating Officer”, Jamie Babbit – The Marvelous Mrs. Maisel, “Pilot”, Amy Sherman-Palladino – Barry, “Make Your Mark”, Bill Hader – The Big Bang Theory, “The Bow Tie Symmetry”, Mark Cendrowski

 

Melhor Direção em Série Limitada ou Telefilme

American Crime Story, “The Man Who Would Be Vogue”,  Ryan Murphy – Godless, Scott Frank – Twin Peaks, David Lynch – The Looming Tower, “9/11”, Craig Zisk – Jesus Christ Superstar, David Leveraux e Alex Rudzinki – Paterno,  Barry Levinson – Patrick Melrose, Edward Berger

 

Melhor Roteiro em Série de Drama

The Handmaid’s Tale, “June”, Bruce Miller – The Americans, “START”, Joel Fields e Joe Weisberg – Stranger Things, “The Gate, Ross e Matt Duffer – The Crown, “Mystery Man”, Peter Morgan – Game of Thrones, “The Dragon and the Wolf”, David Benioff e D. B. Weiss – Killing Eve, “Nine Face”, Phoebe Waller-Bridge

 

Melhor Roteiro em Série de Comédia

Atlanta, “Alligator Man”, Donald Glover – Atlanta, “Barbershop”, Stefani Robinson – Silicon Valley, “Fifty-One Percent”, Alec Berg – The Marvelous Mrs. Maisel, “Pilot”, Amy Sherman-Palladino – Barry, “Make Your Mark”, Alec Berg e Bill Hader – Barry, “Loud, Fast And Keep Going”, Liz Sarnoff

 

Melhor Roteiro em Série de Limitada ou Telefilme

American Crime Story “Creator/Destroyer”, Tom Rob Smith e Maggie Cohn – Godless, Scott Frank – American Crime Story “House By The Lake”, Tom Rob Smith – Twin Peaks, David Lynch e Mark Frost – American Vandal, “Clean Up”, Kevin McManus e Matthew McManus – Patrick Melrose, David Nicholls

 

Melhor Programa de Esquetes

Saturday Night Live – Portlandia – Drunk History – Tracey Ullman’s Show – I Love You, America – At Home with Amy Sedaris

 

Melhor Programa de Variedade

Full Frontal with Samantha Bee – Jimmy Kimmel Live! – Last Week Tonight – The Daily Show with Trevor Noah – The Late Late Show with James Corden – The Late Show with Stephen Colbert

Resenha: Atypical – Netflix

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Divulgada de forma despretensiosa, a série Aypical, produção da Netflix pode ter sido uma das séries de maior destaque em termos de humor e inteligência que assisti nos últimos tempos. A trama criada por Robia Rashid gira entorno de Sam, um jovem autista de 18 anos que inicia uma busca pela parceira ideal. Ao mesmo tempo em que a história narra a jornada do personagem principal, também mostra a forma como o transtorno afeta seus familiares e todos à sua volta.

Quando comecei a assistir a série, achei o personagem de Sam caricato demais, lembrando bastante o Sheldon de The Big Bang Theory. Mas, ao poucos, o ator Keir Gilchrist vai achando seu tom, e consegue cativar o telespectador. Aliás, não existe nenhum personagem fraco ou irrelevante em Atypical; todos os envolvidos na trama possuem falas inteligentes e personalidades interessantes (do barman ao namorado da irmã de Sam). É impossível não destacar a atuação de Brigette Lundy-Paine como Casey, irmã de Sam. Pelos olhos da garota podemos enxergar outra visão do transtornno, onde a irmã que ama, protege e cuida do irmão, também se frustra com a atenção e o cuidado que o mesmo demanda – o que foi feito de forma muito humana e realista pelos roteiristas da série.

Aliás, se pudesse resumir Atypical em uma palavra, seria equilíbrio; o humor e o drama são oferecidos ao público na medida certa, e as informações sobre o transtorno também. Por mais que o autismo seja o pano de fundo da trama, ele não é o foco principal dela.

Diferente de outra produção do canal com temática parecida – 13 reasons why – nenhum diálogo é demasiadamente dramático ou cômico, ambos caminham juntos por toda a temporada, sendo impossível isolar as cenas por gêneros. Este artificio enriqueceu bastante a história e a forma como ela é contada. Concluindo, mais uma vez a Netflix acerta em cheio em uma aposta, e entrega uma série inteligente e de qualidade para públicos de diferentes idades, abordando um tema que deve ser discutido, repensado e liberado de “tabus”.

Alias Grace, nova produção da Netflix.

Foi divulgado o teaser da série Alias Grace, produção também adaptada de uma obra de Margaret Atwood, escritora de “O conto da aia”, que deu origem ao sucesso The Handmaids Tale, do canal Hulu.
Alias Grace será transmitida pelo canal canadense CBC e distribuída mundialmente pela Netflix.
Adaptada do livro baseado em fatos reais, Vulgo Grace, de 1996 e publicado no Brasil em 2008 pela editora Rocco, a série de 6 episódios conta a história de Grace Marks (interpretada por Sarah Gadon) e se passa no século XIX, no Canadá.
A protagonista será uma imigrante irlandesa acusada juntamente com outro empregado, de assassinar seu patrão e Nancy – sua amante grávida, que também é governanta da casa onde trabalha. Importante ressaltar que Nancy será interpretada por Anna Paquin.
Com data de estreia prevista para 25 de setembro estima-se que a produção esteja disponível simultaneamente na Netflix.

Se for metade do que The Handmaids Tale foi, promete!

Resenha: To the Bones, Netflix

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Eu estava muito ansiosa com a estreia de To the Bones, filme cujo direitos foram comprados pela Netflix logo após a 1a exibição em um festival. Estrelado por Lilly Collins no papel principal, a trama conta as dificuldades de uma jovem com transtornos alimentares em sua recuperação.
Apesar das cenas fortes e chocantes (avisadas logo no início pela netflix), o filme trata o assunto com respeito e sutilezas impecáveis, sem fugir da realidade e da gravidade da situação. Resumindo, trata de forma humana, real e sem glamour.
Para quem viu Lilly Collins como Branca de Neve em Espelho, espelho Meu, o choque visual e também com o amadurecimento da atriz será grande. Aliás todas as atuações são dignas de destaque, desde a mãe egoísta, as companheiras de reabilitação e até mesmo Keanu Reeves como orientador. Mas o parabéns vai mesmo para Alex Sharp como Luke – na minha opinião, brilhante.
Sem dar spoilers, a sequência final é linda, bem dirigida e extremamente poética. To the bone é um filme denso, que aborda temas graves mas que mesmo com todo o drama, consegue ter comédia, romance e cenas de muita beleza e poesia – além de uma bela fotografia.
Assistam, assistam e assistam!
Ps1: a ausência do pai diz muito mais para o contexto do que sua presença. Ilustra como a falta da figura paterna pode afetar de diversas formas negativas o psicológico de uma jovem em formação e todo o campo familiar em seu entorno.
Ps2: a perturbadora e belíssima cena final entre a protagonista e sua mãe deu margem a muitas interpretações e só quem assistiu consegue ter alguma opinião; e pensar novamente e mudar de opinião…. e ai por diante.