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Review: Animais Fantásticos e os Crimes de Grindewald

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Com algum tempo de atraso, criei coragem para fazer este Review. Coragem, porque direi algo pela primeira vez na vida: J. K. Rowling não acertou, o que na verdade quer dizer que, na minha opinião – ela errou.

Antes que eu receba uma onda de xingamentos, deixa eu esclarecer algo: eu sou MUITO fã de Harry Potter. Mesmo. Já disse isso aqui, mas vou repetir – é um dos livros que mais me marcaram, acho JK fantástica e chorei igual a um bebe quando entrei no parque da Universal. Então é muito difícil como fã, enxergar defeitos no universo Potter.

Claro que já fiquei insatisfeita outras vezes com rumos da história: as mortes desnecessárias no último livro (Fred Weasley por exemplo), e o destino de Dumbledore – apesar de necessário. Porém, mesmo não concordando sempre via coerência nos acontecimentos, o que não ocorreu em Animais Fantásticos e os Crimes de Grindewald. 

Saindo do cinema, meu primeiro pensamento foi: preciso ver este filme novamente (ainda não o fiz, aliás), e não foi porque  “amei” a produção, mas sim porque estava confusa diante do que havia acabado de assistir.

Este post é livre de spoilers, até porque outros foram feitos em demasia – ao final vou deixar o que considerei a melhor crítica do filme, aliás. Mas gostaria de analisar alguns pontos pertinentes e seus desdobramentos.

  • Fan-service: é inegável o excesso de fan-service presente no filme e como afetou negativamente a trama. Personagens introduzidos para agradar aos fãs não tiveram a importância que deveriam no desenrolar do enredo e ainda atrapalharam uma consolidada linha temporal, construída ao longo de vinte anos de publicações. Não me desagrada quando autores agradam ao público entregando aquilo que ele anseia em assistir mas, em demasia, cansa. E francamente, o fan-service mais pedido e esperado desta produção – a relação amorosa entre Dumbledore e Grindewald – foi pouquíssimo explorado, o que foi frustrante.
  • “Filme de intersecção”: sabemos que a franquia terá cinco filmes, sendo este somente o segundo, e outras sagas conhecidas tiveram produções que foram conectores da trama geral – Senhor dos Anéis, por exemplo. Porém, isso nunca havia acontecido no universo de J.K. Rowling; mesmo com pontas soltas, cada filme/livro sempre teve um começo-meio-fim, o famoso “roteiro-redondinho”, enquanto que em “Crimes de Grindewald” vários plots são iniciados, mas poucos deles fechados e, um número menor, bem desenvolvidos. Pode ser que após a exibição do terceiro filme, “tudo faça sentido” mas, não me agrada a ideia de esperar dois anos para compreender uma história de forma ordenada e clara. Mesmo o argumento da “revelação” do final foi “jogado” no telespectador, com pouca ou nenhuma construção – sem citar as interferências que acarretará na história que já conhecemos. Pessoalmente, sair do cinema com mais interrogações que respostas ou embasamentos foi bastante incômodo.

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  • Johnny Deep: Criticou-se muito a escolha do ator, e por mais que me desagrade a “pessoa” de Deep e os fatos negativos já divulgados sobre ele, é inegável o quão bem ele está como Grindewald. Dar “vida” à um personagem tão contraditório, que acredita em um discurso terrível mas o prega de forma tão eficaz que parece ter sentido e torna-se sedutor, não é uma tarefa fácil; o ator a cumpriu com maestria – e sem nenhuma sombra de Jack Sparrow! Jude Law também estava excelente nas poucas cenas como Dumbledore, e a ansiedade para vê-los contracenando, cresceu.
  • Leta Lestrange: agora sim faço um mea-culpa e confesso que não gosto da Zoe Kravitz. Acho ela péssima atriz, inexpressiva e fria… o que obviamente pode ter afetado minha empatia pela personagem, mas tanto foi falado sobre a mesma que esperei um desenvolvimento maior – de caráter, história e até mesmo do passado de Leta. Os fatos contados e mostrados foram confusos e pouco cativantes.
  • Newt: sou fã de Eddie Redmayne e considero ele perfeito no personagem, mas é possível ver traços da atuação dele como Stephen Hawking em Newt – o que não chega a ser negativo, mas chama mais atenção do que deveria.

Concluindo, preciso assistir novamente o filme e principalmente o próximo para ter uma opinião mais concreta, mas a frustração de não sair do cinema “amando” o que vi – principalmente quando se é fã – é inevitável. Espero que produção e autora assimilem todas as críticas que vêm sendo feitas e façam as mudanças necessárias, para que Animais Fantásticos consiga corresponder ao alto patamar de qualidade construído ao longo dos filmes de Harry Potter.

Abaixo, deixo o vídeo – COM SPOILERS – do canal Toga Voadora, uma das análises que mais gostei sobre o filme.

Fonte: Canal Toga Voadora

Review: Good Girls – Netflix

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Tem um bom tempo que assisti à esta série e sinceramente nem havia pensado em fazer um post sobre ela, mas diante da “enxurrada” de produções de suspense, drama e terror que estão sendo disponibilizadas, não tem sido raro amigos e seguidores me pedirem indicações de séries “leves”. E Good Girls atende bem à este pedido sem ter uma trama boba ou atuações rasas.

A série, criada por Jenna Bans e exibida inicialmente pela NBC no começo deste ano, conta a história de três mães de classe-média americanas, que diante de complexas dificuldades financeiras decidem assaltar um mercado local, com o objetivo de conseguir apenas a quantia para a solução imediata de seus problemas. Porém, sem saber roubam muito mais que o planejado e acabam se envolvendo com o Chefe do Crime local, em uma trama cheia contratempos e péssimas, mas divertidas, decisões.

O elenco principal é formado por Christina Hendricks (Mad Men), Retta (Parks and Recreation) e Mae Whitman (Parenthood, As vantagens de ser Invisível). Também estão na produção Matthew Lillard, Manny Montana e Reno Wilson.

Apesar de toda a comédia, a série possui sua carga dramática – a personagem de Retta precisa do dinheiro para pagar o tratamento da filha pequena, que sofre com uma grave doença e Whitman luta para trocar a filha transgênero do colégio onde estuda e sofre bullying. As atuações estão excelentes, com todos os envolvidos permeando entre a tênue linha “mocinho/vilão” e os dilemas éticos que lhe pertencem. Destaque para a atuação de C. Hendricks, mais uma vez maravilhosa e com uma construção de personagem sutil porém enorme.

A série é curta, possui só 10 episódios e é fácil de assistir ou maratonar. E se as “pontas soltas” do final tirarem seu sossego, não se preocupe – a criadora já confirmou a segunda temporada, que segundo a mesma, terá um caráter mais “sombrio”. Confiram!

Fonte: Trailers de Filmes – https://www.youtube.com/channel/UCfguZkY6F_AS7Z30waJv6xg

Review: American Horror Story – Apocalypse – EP05: “Boy Wonder”

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O episódio 5 veio para atar algumas pontas soltas e nos explicar um pouco mais sobre como Michael conseguiu atingir seus objetivos.  Esse episódio já foi muito falado e especulado nas mídias especializadas, então vou levantar alguns tópicos que julgo principais, mas prefiro esperar o episódio desta semana para conseguir comentar de uma forma mais coerente, ok?!

– ALERTA SPOILERS –

. Flashback: o episódio todo se passa “3 anos antes da bomba”, ou seja, no passado antes do apocalipse, e seu início é praticamente emendado com o fim do episódio 4.

. Visão de Cordelia: Durante seu desmaio, Cordelia tem uma visão do Apocalipse e enxerga um homem com rosto branco – Michael em sua “real face”- comandando tudo. Li algumas teorias do “porque” de os poderes da bruxa não funcionarem contra os zumbis em sua visão, mas meu entendimento foi diferente, com base em algo que foi dito no episódio 4: durante a reunião entre bruxas e feiticeiros, Cordelia alega que não conseguiu resgatar Queenie do Hotel Cortez pois ali era uma espécie de “Boca do Inferno”, onde o próprio Sata havia tirado a luz que dava poderes à eles; então no Apocalipse, um cenário onde o mundo está tomado pela maldade de Michael e seu pai, os poderes das bruxas também não tem força – o que explica o frequente mal-estar que Cordelia sente na presença do Anticristo. Nos “dias atuais” após o Apocalipse, vemos que algo diferente aconteceu porque as bruxas ainda possuem seus poderes – Cordelia traz Coco, Mallory e Beverly de volta à vida, mesmo com Michael dentro do Posto. Ainda bem, senão seria um pouco difícil combater Michael sem poderes, rs!

. Michael x teste das Sete Maravilhas: Mesmo com o “plus” na tarefa final solicitada por Cordelia – resgatar Misty Day do Inferno – Michael, como todos sabíamos que iria acontecer, é aprovado no teste – afinal ele é o Anticristo. Depois de passar o episódio inteiro despertando minha ira, Cordelia confessa à Misty que aplicou o teste em Michael somente para ter conhecimento da dimensão de seus poderes, e que nunca foi sua intenção fazer dele um Supremo/Alfa. Na minha opinião a estrategia de Cordelia não é nada boa, mas vamos aguardar, lembrando que como ela envia Madison para Murder House com o intuito de investigar o passado de Michael, é provável que ela tenha mais informações/dúvidas sobre ele do que deixou transparecer.

. Retorno de Michael e Misty: Vimos que para Michael trazer Misty do inferno, uma espécie de negociação foi feita entre ele e provavelmente – seu pai. Michael voltou completamente abalado e enfraquecido desta ida ao Inferno, o que mostra que até ele tem suas vulnerabilidades – o que até agora ainda não tinha acontecido, com exceção da discussão dele com Mallory.

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. Mallory x Cordelia: Vimos que Cordelia está perdendo sua vitalidade e poderes, o que indica que uma nova Suprema está surgindo. Tudo leva a crer que seja Mallory esta nova “força” – principalmente com a cena dela ressuscitando o cervo e os comentários de Myrtle. Aliás a origem de Mallory foi um dos assuntos mais especulados desta semana, e eu já li de tudo – desde ela ser um anjo, descendente de Deus e até mesmo a reencarnação de Jesus…. prefiro aguardar um pouco mais para especular, rs! Mas acharia genial do Ryan Murphy uma figura divina feminina para combater o Mal, confesso.

Episódio sem muiiiiitos avanços na trama, por enquanto vamos aguardar o próximo. Vejam o teaser abaixo e até lá!

Fonte: American Horror Story Brasil https://www.youtube.com/channel/UC3csl_yNKV–YULIQOL13rA

 

Livro x Filme: Um Pequeno Favor – Darcey Bell

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Normalmente, tenho receio de adaptações literárias – por mais “na moda” que elas estejam. Na maioria, os resultados não são equivalentes e ou o filme, ou o livro, acaba deixando a desejar. Caso ocorram mudanças de enredo e final, considero maior o risco, e isto é exatamente o que acontece com Um Pequeno Favor, filme dirigido por Paul Feig, adaptado da obra da escritora americana Darcey Bell.

O filme não possui um elenco extenso, entretanto conhecido com Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding e Rupert Friend nos papéis principais. A divulgação da produção chegou a ser maçante, com teasers divulgados diariamente nas redes sociais das atrizes durante as semanas que antecederam a estreia; Lively chegou inclusive a deletar todas as fotos de seu Instagram para promover o filme. Leiam abaixo a sinopse:

“Quando Emily pede a Stephanie que busque seu filho, Nicky, na escola, ela alegremente concorda; afinal, são melhores amigas. Emily, no entanto, desaparece sem deixar rastros, e Stephanie logo percebe que algo está terrivelmente errado. Aterrorizada, ela recorre aos leitores do seu blog e oferece apoio emocional ao marido de Emily. No entanto, ela não consegue ignorar a estranha sensação de que ele não está sendo honesto sobre o desaparecimento. Neste thriller repleto de traições e reviravoltas, segredos e revelações, amor e lealdade, a grande questão é: quem está enganando quem?”. Fonte: Google Books

_ALERTA SPOILERS_

Bom, a premissa se mantem a mesma em ambos os casos: livro e filme. Eu fiz o caminho tradicional, livro depois cinema. Finalizei a leitura exatamente no mesmo dia em que fui assistir ao filme, o que foi muito positivo para que pudesse analisar as diferenças e… não gostar tanto do livro e menos ainda do filme.

Primeiramente vamos ao livro: a dinâmica é boa, porém algumas coisas me irritaram bastante ao longo da leitura. Houve um excesso de “posts do Blog da Stephanie”, que quase sempre nada tinham a acrescentar à trama e me vi pulando-os. Algo que enfraqueceu muito o enredo foi o uso – do já batido – artifício da “gêmea oculta”; desde o momento em que o corpo de Emily é achado eu imaginei mil soluções para o quebra-cabeças formado por Bell e, quando a solução veio a tona, confesso que me decepcionei terrivelmente. Para dificultar ainda mais minha empatia, achei a personagem Stephanie insuportável, sonsa e burra… Ao final da leitura eu já estava dando razão à Emily por querer sacanear a “amiga” – mesmo que o final do livro com Emily saindo vitoriosa não tenha me agradado nem um pouco.

Perceberam que eu disse do livro, certo? Exatamente, mudaram o final da história no filme e não posso dizer que o resultado foi mais satisfatório e muito menos que foi a única alteração feita na trama.

No filme Anna Kendrick interpretou Stephanie de uma maneira mais inocente do que sonsa. E o tom do filme foi muito mais “irônico”, com pitadas de humor, do que um suspense propriamente dito. E sim, como eu disse, houveram mudanças substanciais com relação ao enredo: a tragédia envolvendo as gêmeas no passado, a tatuagem das duas e real motivo delas, a existência de uma terceira gêmea que foi engolida dentro do ventre da mãe (a inserção mais desnecessária de todas!), o quadro na casa de Emily (cuja imagem fazia muito mais sentido no livro do que no filme), o nome e profissão das protagonistas, o local de “segurança” das gêmeas e dependendo da sua interpretação – até mesmo a morte de uma delas, a inserção de personagens novos na trama (a artista de Nova York e a suposta amante de Sean) e o mais importante – o final.

No filme Emily se dá bem mal no final (na cena mais tragicômica do filme) e Stephanie tem atitudes finamente inteligentes. Acredito que não ia ficar bem para a produção entregar um final onde alguém que dá um golpe milionário em um seguro de vida se safa, mas sinceramente, nenhuma das duas opções me agradou. O ÚNICO ponto positivo foi a transmissão ao vivo para o Vlog de Stephanie na sequencia de confronto final, no também único momento em que ela foi mais esperta que a vilã.

Enfim, se eu pudesse classificar diria que o filme foi “inspirado” no livro, e não uma adaptação. E sendo honesta: nenhuma das duas opções e agradou – nem mesmo as interpretações de Blake Lively e Anna Kendrick – por mais que eu seja fã do trabalho das duas atrizes. Uma pena, mais um caso de muita divulgação e pouco conteúdo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Link para compra do livro:

https://www.saraiva.com.br/um-pequeno-favor-capa-filme-10310022.html?pac_id=123134&gclid=EAIaIQobChMI1pj64NH_3QIVjA2RCh36PQ9WEAQYAiABEgJj3fD_BwE

 

 

Review: Elite – 1a temporada, Netflix

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Eu já havia falado no Instagram da @leitoradinamica sobre a nova produção espanhola da Netflix: Elite. Vejam aqui o post: https://www.instagram.com/p/BohV0X1Bve-/

Elite é a segunda produção espanhola original da plataforma depois do sucesso de La Casa de Papel, e conta a história de Três jovens de origem humilde passam a frequentar a mais exclusiva instituição da Espanha, o Colégio Las Encinas.
Mas as diferenças sociais entre os dois mundos ficam evidentes, e os antigos alunos fazem o possível para tornar a vida dos novos estudantes mais difícil.
Então quando um assassinato acontece durante uma festa, e todos se tornam suspeitos, o clima de tensão se agrava e traz à tona o pior lado dos jovens.

Assisti aos 8 episódios da primeira temporada em pouquíssimos dias, e me espantou logo de cara o fato da classificação etária ser 18 anos. Porém logo que começou o primeiro episódio, e as cenas para lá de “calientes” eu entendi o motivo. Elite é algo entre Gossip Girl (Lucrecia é quase uma réplica de Blair Waldorf), Riverdale e Pretty Little Liars, só que mais picante e com uma super camada de crítica social – envolvendo inclusive questões de adaptação de uma família muçulmana aos costumes ocidentais e dificuldades dos jovens com as suas sexualidades.

Pelo que li de algumas críticas as opiniões estão dividas; eu sinceramente gostei bastante da produção, das atuações e do enredo – principalmente seu final super inesperado – e espero que seja renovado para uma 2a temporada, até porque existem plots a serem explorados. Pode parecer uma série “bobinha e teen”, mas de juvenil, só o ambiente mesmo.

Ps. O sucesso da série lá fora foi tanto que a marca de vestuário Pull&Bear lançou alguns itens inspirados na temática da série.

Se você ainda não tem uma opção nova para maratonar, eu indico! Vejam o trailer abaixo:

 

Review: American Horror Story – Apocalypse – EP04: “Could It be… Satan?”

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Vou ser bem sincera com vocês; não to gostando do rumo que as coisas estão tomando em AHS. Não fiquei muito feliz com o episódio 4, mas concordo que ele foi necessário para entendermos a história de alguns personagens. Preciso destacar como super ponto positivo um “crossover” bonus que ganhamos e o flashback de 3 anos antes da bomba! Vamos aos tópicos e aquele – ALERTA SPOILERS – de sempre:

  • Feitiço de esquecimento: Logo no início do episódio, o telespectador é informado que as bruxas – Coco e Mallory –  estavam sobre um “feitiço de esquecimento” durante o apocalipse para sua segurança – logo, elas não tinham consciência que eram bruxas. Já Dinah sempre soube que era bruxa, mas ela não faz parte do coven, descende das bruxas “vudu” e já deixou claro que não fará nada para ajudar Cordelia, quer simplesmente se salvar.  Após a cena inicial que termina com Michael confrontando verbalmente as bruxas dentro do Posto, voltamos no tempo para 3 anos antes da bomba/fim do mundo. Ps: Preciso dizer que amei à referência à Game of Thrones na fala de Myrtle!!!
  • Mead x Michael: Vimos o início e o desenvolvimento da relação entre a Mead (humana) e Michael, o que aliás colocou por terra as teorias de que seria Constance a pessoa usada como inspiração na programação da Mead (robô). Tivemos um relance do que foi a infância e adolescência de Michael, indo de um lar adotivo a outro (vai aí uma suposição minha: acredito que Constance tenha sido presa ao final de Murder House e o menino entregue ao sistema, mas isso provavelmente será explicado no ep6), até que finalmente Mead – uma adoradora do Sata – o encontra, e lhe oferece “um verdadeiro lar”, tornando-se sua mãe adotiva até à ida de Michael para a escola Hawthorne.
  • Michael Langdom x Voldemort: Se você é fã de Harry Potter vai entender o que eu estou falando; salvem as diferenças óbvias, me incomodou muito que a trajetória de Michael até o colégio para feiticeiros – Hawthorne – e que a forma como ele se desenvolveu lá dentro tivessem tantas semelhanças com a história de Tom Riddle, contada por J. K. Rowling. Achei muito clichê esse argumento de “bruxo do mal extremamente habilidoso é descoberto e convocado por professores da escola de magia, os impressiona, e depois acaba matando todo mundo com argumentos completamente insanos e sede por poder”, e está aí o motivo pelo qual não gostei do episódio. Porém sempre dou votos de confiança para Ryan Murphy, então aguardemos.
  • Mallory: quase simultaneamente ao momento em que Michael ingressa na Escola Hawthorne, assistimos e evolução dos poderes de Mallory durante suas aulas com Violet no coven feminino, e como a mesma se destaca, impressionando até mesmo Cordelia. Algumas teorias já circularam na internet, supondo até que ela seria descendente de Jesus e “a opção” mais certa para enfrentar Michael, ou até mesmo de que ela poderia se tornar uma Suprema mais poderosa que Cordélia. Eu prefiro esperar para especular, acho que ainda sabemos pouco da personagem, mas já foi dito que a linhagem dela vem desde Salem, ou seja, sua família é bem antiga no mundo bruxo.
  • Os poderes de Michael x futuro Alfa: durante o episódio foi explicado que os homens estão abaixo das mulheres na hierarquia do Coven, porque possuem menos poderes e capacidade de desenvolve-los que elas. Como Michael possui mais habilidades que qualquer outro no grupo do coven masculino, o conselho feminino é convocado para lhe aplicar o teste das Sete Maravilhas, de forma que possa se provar que ele é o futuro Alfa – alguém com poderes e capacidades iguais à Suprema, e que supostamente estaria acima dela na hierarquia geral de Coven. É importante frisar que fica claro – diferente do que pensam a maioria dos professores – que Michael tem sim controle dos poderes dele, e sabe exatamente quando e como usa-los para fazer o mal; isto ficou bem nítido na minha opinião, mas vocês sabem, nesta temporada está difícil ter certeza de algo em AHS.
  • Discordâncias entre covens masculino x feminino: Vimos que a exposição de Cordelia ao mundo no final da temporada de Coven trouxe grandes problemas para os homens, que foram perseguidos e precisaram se mudar para o subterrâneo, para o local que conhecíamos antes como sendo atualmente, o Posto. Durante a reunião, Cordelia não aceita aplicar o teste das Sete Maravilhas em Michael, primeiro porque duvida que um homem possa ter poderes para sobrevier aos testes, e segundo porque carrega a culpa da morte de Misty Day. É perceptível que há um desprezo enorme das bruxas para com os feiticeiros, quase como se elas os considerassem seres inferiores. Uma bela sacada para a “crítica”  sempre feita por Ryan Murphy.
  • Hotel: Durante a reunião, Cordelia é acusada de ter abandonado Queenie, e começa mais um “crossover”, onde vemos Cordelia indo até o Hotel e fazendo de tudo para livrar Queenie do local mas, falhando. Para quem não lembra, durante a temporada de Hotel, Queenie é morta pelo espírito de Patrick March, personagem de Evan Peters, e sua alma fica presa no local. Foi uma surpresa positiva assistirmos à Hotel novamente, e também revermos Peters como March.
  • A ousadia de Michael: Diante da recusa de Cordelia em aplicar-lhe o teste, Michael usa seus poderes e em questão de minutos tira Queenie do Hotel e Madison de seu inferno particular (aliás vimos cenas “maravilhosas”em toda a sequencia do inferno de Madison!). Sinceramente, não entendi porque ele também não buscou a Misty, mas ainda tem muito para acontecer e ser explicado até o fim da temporada. Terminamos o episódio com as bruxas indo embora do colégio após a reunião – Cordelia já sentindo-se um pouco mal sem saber o motivo – e dando de cara com Michael, Queenie e Madison do lado externo da escola. Cordelia desmaia e Michael da uma “pequena” e ofensiva amostra dos seus poderes, no melhor estilo “fiz em minutos o que você fracassou em fazer” durante tempos.

Bom vamos aguardar e ver o que o episódio de amanhã nos reserva, mas está se desenhando o que todo mundo esperava: um guerra entre “bem e o mal”, entre “ceu e inferno”, e o meu palpite mais forte desse review de hoje é que Mallory terá um papel muito importante na tentativa de derrotar Michael. Vamos conferir e como sempre comentem suas impressões e teorias!!! Adoro ler!!!! Até mais queridos!!!!

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Netflix e os seus acertos nas novas produções “teen”:

As formulas dos filmes voltados para o público “jovem” já estavam mais que batidas e isso não é novidade para ninguém. Percebendo a falha neste nicho, a Netflix sabiamente lançou recentemente algumas produções excelentes, que merecem ser citadas por suas diferenças com a clássica historinha da cheerleader loirinha se apaixona pelo jogador famoso do time e depois de lutarem contra alguma ex namorada vilã, têm sua tão esperada 1a “noite de amor”.

Neste post vou falar de três delas que eu gostei bastante pelos roteiros com pontos principais nada óbvios:

  • Doce Argumento:

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Sinopse: Dois alunos participam do clube de debate. Eles são rivais e sabem muito bem discordar um do outro. O futuro dos estudantes está em jogo por causa de um campeonato e os dois resolvem deixar as diferenças de lado, despertando sentimentos.

Como sempre as sinopses da Netflix não ajudam muito, mas o filme me interessou primeiro porque aborda uma temática que não temos habitualmente no Brasil: os campeonatos de debates. Segundo porque traz duas atrizes que eu particularmente gosto bastante – Christina Hendricks e Uzo Aduba – no papel das mães dos protagonistas. Aliás não posso deixar de comentar a minha alegria em assistir Aduba em um papel diferente da “Crazy Eyes” de “The Orange is the new Black”, atuando como uma mulher inteligente e empoderada; nunca duvidei do talento da atriz mas é sempre bom ver a versatilidade dos profissionais.

O jovem casal protagonista – Sami Gayle e Jacob Latimore – também me agradou. Ambos são talentosos e em tempos de campanhas mais que justas a favor da representatividade em Hollywood, é extremamente positivo assistir a um protagonista/núcleo de etnia negra no centro da trama. A Netflix tem batalhado bastante pela inclusão em seus elencos e produções, e lançou inclusive um vídeo sobre isto:

Somados a estes pontos o roteiro do filme é bem feito e nada óbvio. O casal central não é popular, ambos possuem suas famílias chefiadas pelas mães e figuras paternas ausentes (o que é uma realidade para inúmeros jovens em todo o mundo) – seja por um pai que sumiu ou pela escolha da mãe por uma “produção-independente”; num determinado momento temos uma reviravolta completamente inesperada na história e, em tempos de exacerbação da meritocracia, a mensagem final entregue ao telespectador não poderia ser melhor.

  • Barraca do Beijo:

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Comparado ao anterior, este filme possui um roteiro mais “bobinho”, mas com um aspecto que julguei interessante. Adaptado do livro de Beth Reekles, o enredo conta a história de Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney), melhores amigos desde o nascimento que criam regras para sua amizade – que não podem ser quebradas. Para arrecadar fundos em um evento de escola, os dois criam uma “Barraca do Beijo”, e usam como atrativo a participação do irmão – galã- mais velho de Lee, Noah (Jacob Elordi) – por quem Elle é apaixonada há muito tempo, mas nunca demonstrou já que é algo contra as regras de Lee. Porém, durante o evento, Noah e Elle se aproximam, estremecendo muito a amizade dos dois.

O filme tem alguns aspectos já batidos mas me agradaram dois pontos principais: a amizade entre os protagonistas – homem e mulher – era o conflito principal e em nenhum momento Lee esteve apaixonado por Elle – o que seria muito clichê; o outro ponto é a vida sexual de Elle não ser romantizada, o que é extremamente importante para a mensagem passada para o público alvo da produção. Elle é uma adolescente que tem desejos, sente atração e é desejada, ela não é uma menina indefesa que entrega sua virgindade como prêmio. Isto me deixou bastante satisfeita.

E de bônus nos aspectos positivos, temos Molly Ringwald – eterna garota de Rosa Chocking – no papel de mãe dos meninos.

  • Sierra Burgess é uma loser:

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Agora vamos falar do meu favorito master: Sierra Burgess! Para começar a protagonista é ninguém menos que Shannon Purser – a injustiçada Barb de Stranger Things. A atriz dá vida à Sierra, uma menina fora dos padrões que não se encaixa no colégio que estuda, é filha de um pai escritor-celebridade e uma mãe linda e popular. E apesar de lidar com todas as frustrações que a cercam, Sierra é uma menina feliz, inteligente, auto confiante, e que não se abala pelo bullying que sofre dos colegas.

Não quero falar muito porque vocês precisam assistir então vou citar alguns tópicos – mas poderia citar vários!:

. Noah Centineo no papel de Jamey

. A amizade entre Sierra e Verônica e a forma como em isto é mais importante do que o romance entre Sierra e Jamey.

. A desconstrução da imagem de “perfeição” de Verônica, e a maneira como as frustrações da mãe afeta a vida das filhas.

. O empoderamento feminino e o enaltecimento da auto-estima, presente em tantas passagens, e toda a mensagem positiva passada aos jovens telespectadores

. A cena em que Sierra expõe toda sua vulnerabilidade para o pai.

. As referências literárias ditas em inúmeras cenas.

. Eu já disse Noah Centineo?!

 

Assistam e me contem suas impressões!!! Existem também outras produções ótimas que falarei em posts futuros,  mas se pudesse dar um ponto de partida, seria com esses três filmes. Recomendo!

Fonte vídeos: https://www.youtube.com/user/NewOnNetflix

 

 

Review: American Horror Story – Apocalypse – EP03: “Forbidden Fruit”

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“Surprise, Bitch!”

Eu fiquei tão impactada pelo episódio da semana passada, que confesso que acabei procrastinando este Review, porque sinceramente: não sei nem por onde começar! Mas…finalmente AHS Chegou!!!!

Foram tantas informações e plots maravilhosos, que mesmo nas cenas pré abertura já ficamos chocados! E se você ainda não assistiu ao episódio, vai aqui aquele – ALERTA SPOILERS – de sempre.

E vamos aos tópicos!

. Mallory: Finalmente Billy Lourd mostrou um motivo para Mallory estar no enredo não é mesmo?! Logo na sequência inicial do episódio, assistimos à Michael fazendo novas entrevistas para o “Santuário”. E durante a entrevista da ajudante de Coco acontece um embate entre eles, onde o Anticristo finalmente mostra sua face e Mallory seus poderes, deixando no ar o fato de que “parece ter algo dentro dela sempre querendo sair”. Não sabemos ainda do que se trata, mas o fato é que o poder de Mallory assustou Michael – a ponto dele pedir ajuda à seu “pai”, Satã. (E tivemos uma excelente melhora na atuação de Billy Lourd, preciso comentar!)

. Dinah Stevens: Durante outra entrevista de Langdom, desta vez com a apresentadora Dinah, informações importantes nos são dadas e de forma tão simples que passam até um pouco despercebidas; primeiro fica claro que eles já se conhecem, e que os poderes de Dinah não são fortes o bastante para representar uma ameaça aos planos de Michael. E também vemos uma espécie de negociação entre os dois, o que diz bastante sobre o caráter da apresentadora. Também vemos a relação entre ela e Andre ser explicada: eles são mãe e filho.

. Mead: Através de flashbacks, conhecemos melhor sua história; ela é uma máquina criada para ser agente da Cooperativa, mas que teve um processo de envelhecimento similar ao humano. Projetada por Michael, ele colocou nela alguns traços da personalidade da “única mulher que o amou e entendeu”, subentendendo que ela foi moldada com características de Constance (Jessica Lange, 1a temporada, avó de Michael). Esta conexão entre eles é dita durante a entrevista dela, e terá grande importância mais à frente.

. O retorno de Brock: O marido de Coco, Brock, consegue invadir o Posto mesmo com todas as mazelas consequentes da radiação e assassinar Coco, na cena mais tragicômica da temporada. Mas pessoalmente, mais importante que o retorno, foi o fato de que seu plot permitiu ao telespectador entender como está funcionando a dinâmica no “mundo exterior” e como os ataques afetaram a saúde e a personalidade dos sobreviventes.

. O Plano de Veneable e Mead: Com a reprovação de Veneable no teste para ir ao Santuário, as duas bolam uma forma de irem juntas para o local prometido por Michael. Elas decidem fazer uma festa de Halloween, envenenando um lote de maçãs que chega misteriosamente ao Posto (daí o nome do episódio, o fruto proibido), oferecendo-o aos demais moradores durante a festa. Com exceção de Coco e Michael, todos os moradores morrem durante a comemoração, conforme o planejado.

. A traição de Mead: Como Michael não foi atingido pelo plano das maçãs envenenadas – e não, isso não é uma parábola infantil – Veneable e Mead vão até seus aposentos para executá-lo só que… o resultado não é exatamente o esperado. Como eu falei anteriormente, existe uma conexão entre Mead e Michael, uma lealdade que nem ela entende direito; na hora de executá-lo ela não consegue, e acaba executando Veneable, induzida por Michael. Aliás este é o momento onde Langdom deixa claro que ele era a “cabeça” por trás do plano das maçãs, já que prefere influenciar as pessoas à sujar as próprias mãos – algo que ele alega ter herdado do pai dele. Esta informação pode ser um pequeno “spoiler” para que futuramente nós possamos entender os motivos que levaram os humanos a causarem o Apocalipse.

E aí, todo mundo morto, caos instalado, o episódio com aquela cara de final quando de repente temos uma mudança na trilha sonora e finalmente vemos entrando nos arredores do Posto: Cordelia, Madison e Myrtle (mais vivas que nunca)! E sim, sou obrigada a fazer um “mea culpa”, minha teoria estava errada e não teremos uma mudança na linha temporal como eu havia suposto. Porém, o grande número de mortes do último episódio, mostrou o que pode ser uma estratégia de Ryan Murphy para resolver a questão de um grande número de personagens interpretados pelo mesmo ator/atriz – e caso se consolide será uma pena, via mais potencial em Veneable, por exemplo.

Ao entrar no Posto, as bruxas resgatam algumas mulheres mortas – Mallory, Dinah e Coco – e as ressuscitam, chamando-as de irmãs, o que nos leva a acreditar que elas fazem parte do Coven. E assim terminou o episódio e foi dado o “start” para a elaboração das mais diversas teorias: existem bruxas morando dentro delas? Elas são bruxas? O espírito de Fiona estaria escondido dentro de Mallory? Ou seria Zoe?

Teorias e ansiedade à parte, só nos resta esperar o próximo episódio, que vai ao ar na quinta-feira às 16horas na FX.

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“Surprise, Bitch!”

Review: American Horror Story – Apocalypse – EP02: The Morning After

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Oi gente!!! Demorou um pouquinho mas aqui está a review do ep 2, exibido quinta passada, intitulado The Morning After. Como eu recebi um feedback de vocês que o primeiro review ficou muito longo, vou fazer este em tópicos, ressaltando os pontos que considerei mais importantes, ok? Me digam depois se ficou melhor!

– ALERTA SPOILERS –

  • Crossover: Se estávamos ansiosos pelo retorno das personagens antigas no episodio anterior, continuamos assim. Novamente só vimos Michael Langdom mas… se havia alguma dúvida a respeito dele ter poderes ou suas habilidades de manipulação, elas não existem mais. Algo que ficou claro com o plot das cobras e o desenrolar da trama entre Gallant e o Rubber Man.
  • Cobras: Na minha opinião, as cobras dão uma prévia da temática principal do episódio, que trata basicamente de desejo/tentação. Sim, Ryan Murphy está mais uma vez utilizando referências bíblicas na série.
  • Santuário e o Teste de Cooperação: Após Veneable ser questionada pelos moradores do Posto sobre quem estaria em sua sala, Michael se apresenta e informa à todos sobre a existência do Santuário e o Teste de Cooperação – um teste aplicado por ele e que irá ajudá-lo a decidir quem merece ou não seguir com ele para o novo local. Algo que achei curioso foi que os moradores do posto focaram muito na função que cada um teria para  um movimento de “repovoar o Mundo” sendo que em nenhum momento Michael fala que este é o objetivo principal dos testes e/ou do Santuário.
  • Gallant X Eve: Durante o teste de Gallant, entendemos melhor sua relação com a avó, Eve. Ambos possuem frustrações um com o outro, e o neto chega a verbalizar a raiva que sente da avó. Essa informação foi necessária para entendermos melhor a atitude de Eve ao flagrar a relação sexual entre o neto e Rubber Man, onde ela o delata para as superiores.
  • Veneable x Michael: Durante o teste de Veneable – na qual ela é reprovada – vemos a tensão existente entre ela e Michael, sua dificuldade em se submeter as ordens dele, e principalmente a forma como ele a humilha; Langdom exige que Veneable mostre sua deformidade na coluna e de certa forma a seduz para, em seguida, a desprezar. É neste momento que o telespectador entende o porque da forma de caminhar da personagem.
  • Gallant X Rubber Man: Durante seu teste Gallant é seduzido por Michael e logo em seguida, recebe a visita do Rubber Man, o que o leva a acreditar ser Michael. Os dois tem relações sexuais, o que é flagrado e delatado por Eve. Após o castigo de Gallant, Lagdom o informa de que não era ele em seu quarto, e ainda o humilha da pior maneira possível, usando inclusive seus pontos mais fracos, como a relação com a avó. Mais tarde, ele recebe uma nova visita do RM, e acreditando ser Michael o ataca com uma “faca” mas… vemos Michael na porta do quarto e no lugar do Rubber a avó de Michael, Eve, agora assassinada pelo neto.
  • Identidade do Rubber Man: muito foi especulado na internet nos últimos dias, mas na minha opinião fica claro que o Rubber é “algo” controlado por Michael, e não um personagem com a roupa, como na primeira temporada. Ele aparece nas cenas com Gallant e na cena onde os jovens descobrem que a proibição à respeito de relacionamentos sexuais dentro do Posto é algo criado por Veneable, e não solicitado pela Coorporativa. Com o desfecho de Eve, fica ainda mais evidente a conexão Michael-Rubber.
  • Emily X Timothy: Após a leitura do e-mail que supostamente libera relações sexuais dentro do Posto, os jovens correm para o quarto. Ainda na cama, são encontrados por Mead e levados para Veneable – que mesmo depois de ser confortada, decide pelo castigo dos dois. Durante o castigo, Timothy consegue se soltar e acerta um tiro em Mead.
  • O que é Miriam Mead (Kathy Bates)?: Após o tiro dado por Timothy, vemos (no que é a cena final) que Mead é algo proximó de artificial/ciborgue ou possui partes artificiais em seu corpo. Não fica claro se ela está sentindo dor após ser ferida ou se está surpresa pelo dado que lhe foi causado. Foi a grande revelação e gancho do episódio.
  • Personagem de Billy Lourd: Por que veio? Qual a função? Saiu de “Cult” e só trocou de figurino?!
  • Música de destaque: Time in a Bottle, de Jim Croce

Espero que tenham gostado e aguardo os comentários de vocês! E vamos esperar pelo episódio 3, intitulado “Forbidden Fruit”, ou O Fruto Proibido. Para os que me perguntaram, os episódios inéditos estão sendo exibidos pelo canal FX, todas às 5as feiras, às 16 hras.

Abaixo, o teaser do próximo episódio, e até lá!

The Affair e a polêmica 4a temporada:

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Unicamente para atender a um (mau) hábito que adquiri na “Era Pós-Netflix”, onde passei a assistir a temporada de uma série inteira em sequência, aguardei o fim da 4a temporada de The Affair para começar a vê-la. Péssima, péssima ideia.

– ALERTA SPOILERS –

Por mais que eu tente normalmente fugir de spoilers de séries, nunca achei que um dos mais surpreendente deles aconteceria com The Affair. Bastou o episódio 9 ir ao ar para toda a especulação em torno da saída da atriz Ruth Wilson, que interpreta Alison, ganhar forma e vir à tona violentamente. Inusitadamente, fiquei sabendo do destino da personagem por um amigo. A partir daí fui me informar melhor sobre o ocorrido e sim, comecei a assistir aos episódios imediatamente.

Mesmo com toda a polêmica divulgada na mídia envolvendo a saída da atriz – desigualdade salarial com o ator Dominic West, divergências com a produção, grande número de cenas – ao terminar de assistir o episódio 9, onde em uma cena bizarra e maravilhosa Noah e Cole são avisados da morte de Alison (aliás foi o momento em todo o seriado que mais demostrou a diferença de personalidade entre eles), e depois de acompanhar todo os arco dos personagens durante a temporada, achei a morte de Alison muito pertinente e verossímil dentro do roteiro. De uma forma bastante triste, é verdade, mas entendam: estávamos diante de uma personagem que já tinha sofrido vários abusos, foi sexualizada por todos a vida inteira, perdeu um filho em um acidente trágico e culpava-se por isto, tinha uma mãe irresponsável e desorganizada emocionalmente, descobriu ser filha de um estupro de um pai que reaparece quase 40 anos depois querendo um órgão seu (que novela mexicana esse plot do pai né?!), além de um quadro de depressão crônica; portanto um suicídio pertencia ao histórico da personagem. Fechava – tristemente – um ciclo de uma vida dura e extremamente infeliz.

Antes que eu leve uma bronca por dizer algo irresponsável: suicídio não é resposta para nada, não é solução e se você está passando por algo, por menor que seja, procure ajuda! Depressão é algo sério que precisa ser tratado, ok?! Estamos no “setembro amarelo” e quanto mais nos ajudarmos, menos sofreremos com esta dor que só quem passou ou passa, sabe o quao difícil é. Caso queira conversar com alguém procure o CVV (Centro de Valorização da Vida): https://www.cvv.org.br/ da sua cidade.

Voltando ao review….

Mas aí veio o season finale… e revolta é pouco perto do que eu senti.

Primeiro, vimos a mudança drástica que tivemos na estrutura da série, onde ambas as perspectivas que assistimos  no ep10 eram de Alison, porém uma tratava-se da realidade e a outra uma distorção dela, ou até mesmo uma fantasia. Minha interpretação é que a “verdade” está em algum ponto entre as duas narrativas. Segundo: entregaram a um personagem que não tinha nenhuma importância, carga ou envolvimento com o enredo, a responsabilidade de ser o assassino de uma das personagens principais. E mesmo com todo o descontrole dito – mas não mostrado – pertencente à Ben, a cena do assassinato de Alison foi algo “non-sense”, dentro de uma série que sempre abordou assuntos e relacionamentos cotidianos de forma crua e pragmática.

Terminei a temporada, e me dei conta que parecia que eu havia voltado dez anos na minha vida e estava assistindo mais uma vez à morte de Marissa em The O.C. E Alison – assim como Marissa – é uma personagem que possui tanto peso para a trama, que é impossível seguir com a série por mais uma temporada sem que a mesma tenha a sua presença, ou seja: é necessário lançar mão do recurso “quem matou x justiça x vingança” para que o roteiro se mantenha. Assim, Alison não está mais presente, mas o que já vimos e provavelmente iremos ver na 5a e última temporada é a forma como sua ausência afetará os demais personagens da trama, como eles reagirão à sua morte. O que é lamentável para uma produção como The Affair.

Mas vou mudar o foco negativo para o principal ponto positivo desta temporada: a atuação de Joshua Jackson e o excelente desenvolvimento de seu personagem, Cole. Minha adolescente interna tem uma queda pelo ator desde o Pacey de Dawson’s Creek, e até mesmo eu fiquei surpresa com a brilhante atuação feita por ele. A carga dramática do personagem não foi pequena, e no decorrer dos episódios vimos o personagem de Cole amadurecer simultaneamente com o desempenho do ator. Na minha opinião, ele merece um prêmio ou ao menos uma indicação por esta temporada.

Concluindo, é claro que irei assistir à ultima temporada de The Affair, mas admito que as minhas expectativas estão as mais baixas possíveis. Como fã, torço por justiça para Alison e um final feliz para Cole. Já do outro casal de protagonistas – Helen e Noah – eu não consigo nem pensar em algo, minha sensação é que seus plots ficaram apagados diante da morte de Alison e do desenvolvimento de Cole, mesmo com a sempre maravilhosa atuação de Maura Tierney. À aguardar, e torcer por um maior empenho dos roteiristas e redatores, para que a série tenha um encerramento digno de sua qualidade.